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Argentina consegue princípio de acordo frente a vencimento para troca da dívida

04/08/2020 08h14

Buenos Aires, 4 Ago 2020 (AFP) - A Argentina alcançou um princípio de acordo com seus credores no limite do vencimento, nesta terça-feira (4), de sua oferta para a troca de cerca de 66 bilhões de dólares em títulos sob legislação estrangeira.

Com isso, poderá ser capaz de evitar as consequências da inadimplência.

A menos de 24 horas do fim do prazo para aderir à oferta, o governo do presidente Alberto Fernández apresentou uma série de modificações em sua proposta. As alterações já foram aprovadas pelos principais fundos de investimento, confirmou uma fonte do governo à AFP.

O prazo para aderir à troca de bônus expira hoje, às 17h em Nova York (18h em Brasília). Deve ser estendido para que se possa acertar os detalhes com os credores, acrescentou outra fonte do governo.

Apresentada à Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos, a oferta formal da Argentina prevê o pagamento de aproximadamente US$ 53,5 por cada 100 de dívida, enquanto os credores exigem pelo menos US$ 56,5 por US$ 100.

A nova proposta coloca a recuperação acima de US$ 54 por cada 100, melhorando os prazos de pagamento e sem mexer na oferta econômica em si, disse uma fonte oficial à AFP.

- Otimismo dos mercados -Na última proposta formal, o período de carência sem pagamentos foi reduzido de três anos para um. Com isso, a Argentina começaria a honrar os vencimentos em setembro de 2021. Os credores queriam encurtar esse período ainda mais, para até setembro deste ano.

A oferta argentina abarca títulos de 2005 e 2010, resultado de uma reestruturação anterior da dívida, assim como outros emitidos a partir de 2016.

Nos títulos a partir de 2016, os detentores de pelo menos 66,5% da dívida devem aderir à oferta para que a troca seja válida. Nos de 2005 e 2010, esse percentual sobe para 85%.

Diante da perspectiva de uma conciliação que permita o acordo, a Bolsa de Buenos Aires registrou ontem um aumento de 6,6%, e os títulos argentinos cotados em Wall Street tiveram ganhos de até 12%.

Ao longo de mais de quatro meses de negociações, o governo e os credores insistiram em querer evitar as consequências da inadimplência. A Argentina se encontra nesta situação desde 22 de abril, a qual ainda não foi concretizada porque as negociações estão em curso.

Cinco dos títulos sujeitos à troca estão inadimplentes, pois a Argentina não pagou juros de US$ 500 milhões em abril e outros US$ 600 milhões na semana passada.

ml-nn/ml/rsr/tt

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