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Exército anuncia retomada de cidade estratégica no noroeste da Síria

29/01/2020 06h09

Damasco, 29 Jan 2020 (AFP) - O exército sírio anunciou nesta quarta-feira a conquista da cidade estratégica de Maaret al Numan, na província de Idlib, noroeste da Síria, última região controlada pelos grupos jihadistas e rebeldes.

"Nossas forças conseguiram nos últimos dias eliminar o terrorismo em várias cidades e vilarejos", afirma um comunicado do Estado-Maior das Forças Armadas lido por um comandante militar na TV pública, que mencionou 20 localidades e a cidade de Maaret al Numan.

Segunda cidade mais importante de Idlib, Maaret al Numan se encontra na autoestrada M5, que liga Damasco a Aleppo, a grande cidade do norte da Síria, e o governo do presidente Bashar al Assad a considera estratégica.

O governo perdeu Maaret al Numan, que permite o controle da M5, em 2012.

A cidade tinha 150.000 habitantes há alguns meses, mas está praticamente deserta após várias semanas de bombardeios, informou a ONG Observatório Sirio para os Direitos Humanos (OSDH).

O exército sírio reiterou nesta quarta-feira a vontade de "perseguir o que resta das organizações terroristas armadas, até que o território sírio fique purificado do terrorismo", completa o comunicado.

O governo sírio classifica de "terroristas" os jihadistas e os rebeldes que usam armas para lutar contra o poder central.

O grupo jihadista Hayat Tahrir al Sham, ex-braço sírio da Al-Qaeda, dominam a região de Idlib e os territórios adjacentes nas províncias de Aleppo, Hama e Latakia.

As regiões também contam com a presença de outros grupos jihadista e de rebeldes de menor importância e bastante enfraquecidos.

Os combates das últimas semanas provocaram uma grande fuga das áreas próximas a Maaret al Numan para o norte de Idlib, perto da fronteira com a Turquia.

Desde o início de dezembro, quando começou a fase de bombardeios anterior à ofensiva terrestre, 358.000 pessoas, principalmente mulheres e crianças, deixaram o noroeste da Síria, informou a ONU.

O conflito na Síria, que começou em março de 2011 após a repressão governamental a manifestações de opositores, provocou mais de 380.000 mortes e deixou milhões de deslocados e refugiados.

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