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Vulcão: nº de mortos na Nova Zelândia sobe para 8; 8 estão desaparecidos

Imagem do dia 9 de dezembro do local onde um vulcão entrou em erupção na Ilha Branca da Nova Zelândia - Xinhua/Michael Schade
Imagem do dia 9 de dezembro do local onde um vulcão entrou em erupção na Ilha Branca da Nova Zelândia Imagem: Xinhua/Michael Schade
do UOL

Do UOL, em São Paulo

12/12/2019 08h10Atualizada em 12/12/2019 09h59

Autoridades da Nova Zelândia estão em alerta para o risco de novas erupções na região de Ilha Branca, onde a erupção de um vulcão deixou mais de 20 pessoas feridas. O número de mortos subiu para oito após duas vítimas que estavam internadas morrerem na noite de ontem, informaram autoridades.

Outras oito pessoas estão desaparecidas. O vulcão voltou a lançar cinzas no ar na tarde de ontem o que interrompeu os trabalhos das equipes de resgate.

Dos resgatados, 21 estão internados em hospitais da cidade por causa de queimaduras ou por inalação de fumaça tóxica. Outros sete foram encaminhados a hospitais na Austrália. Os passeios pela ilha estão interrompidos por tempo indeterminado.

Oito membros da Força de Defesa da Nova Zelândia tentarão acessar a ilha amanhã usando o navio HMS NZ Wellington. "Agora posso confirmar que estamos finalizando um plano para recuperar os corpos de amanhã de manhã", disse o vice-comissário de polícia John Tims em um comunicado emitido nesta quinta-feira, acrescentando que as famílias serão inteiradas sobre a operação.

Segundo autoridades disseram à rede CNN, eles conseguiram identificar a localização de seis dos oito corpos que ainda estão na ilha, logo, não há garantia de que eles conseguirão resgatar todos devido ao risco que existe na área.

Ontem, a agência de monitoramento sísmico GeoNet calculou que há uma chance de entre 40% e 60% de que uma nova erupção ocorrer nas próximas 24 horas.

O ministro neozelandês da Polícia, Stuart Nash, disse que alguns dos sobreviventes apresentam ferimentos eram tão graves que não conseguiam identificar a si mesmas. "Há várias pessoas nos hospitais que não conseguem se comunicar, elas têm queimaduras graves não apenas na pele, mas também em órgãos internos", afirmou.

No momento da erupção, havia nos arredores 47 pessoas entre turistas e guias da Austrália, Estados Unidos, Reino Unido, China, Alemanha, Malásia e Nova Zelândia. O governo australiano informou que 13 de seus cidadãos estavam sob tratamento e outros 11 estão ainda não foram encontrados.

(*Com informações da Reuters)

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