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EUA estende por 90 dias licença para fazer negócios com Huawei

18/11/2019 16h24

Washington, 18 Nov 2019 (AFP) - Os Estados Unidos estenderam por mais 90 dias a licença temporária que permite que empresas trabalhem com a Huawei, argumentando que isto possibilitará que continuem prestando serviços para áreas rurais isoladas.

Em maio, o governo de Donald Trump colocou a Huawei em uma lista suja, acusando o grupo de trabalhar com as autoridades chinesas, bem como de violar as sanções americanas ao Irã.

Concedeu isenções a empresas americanas, porém, para que continuassem operando com a Huawei por um período inicial de 90 dias, renovado em agosto.

A nova prorrogação vence em 16 de fevereiro de 2020.

"A extensão da Licença Geral Temporária permitirá aos provedores continuar atendendo aos clientes em algumas das áreas mais remotas dos Estados Unidos, que de outra forma ficariam sem serviço", disse o secretário de Comércio, Wilbur Ross, ao anunciar a medida.

"O Departamento continuará monitorando rigorosamente as exportações de tecnologia sensível para assegurar que nossas inovações não sejam aproveitadas por aqueles que ameacem nossa segurança nacional", acrescentou em um comunicado.

Em um comunicado, a Huawei disse que a decisão de Washington de incluir a companhia na lista suja prejudicou os Estados Unidos mais que a empresa e pediu para o governo Trump reverter a medida.

"Isto criou um prejuízo econômico significativo às companhias americanas com as quais a Huawei negocia, alterou a colaboração e abalou a confiança mútua, da qual a cadeia global de fornecimento depende", disse.

"Fazemos um pedido ao governo dos Estados Unidos que dê fim a este tratamento injusto e elimina a Huawei da lista de entidades", acrescentou.

Autoridades americanas afirmam que a Huawei é uma ferramenta de espionagem eletrônica de Pequim, o que torna seus equipamentos um risco para a segurança nacional dos Estados Unidos, algo que a companhia nega.

A diretora-financeira Huawei, Meng Wanzhou, que também é filha do fundador e CEO da empresa, foi presa no Canadá no ano passado, e agora luta para não ser extraditada para os Estados Unidos por acusações de fraude e de conspiração vinculadas a sanções americanas.

O conflito com a Huawei também está no meio da batalha comercial de Trump com Pequim.

Inicialmente, os funcionários americanos disseram que os dois temas não estão relacionados, mas Trump sugeriu que uma solução do confronto comercial com a China poderia incluir aspectos ligados à Huawei.

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