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Militantes uigures acusam China de esconder mais detidos muçulmanos em campos secretos

12/11/2019 21h13

Arlington, Estados Unidos, 13 Nov 2019 (AFP) - Ativistas uigures disseram nesta terça-feira (12) que tinham evidência de quase 500 acampamentos e prisões anteriormente desconhecidos, onde a China estaria mantendo muito mais membros de sua minoria muçulmana detidos do que os defensores dos direitos humanos estimaram.

O Movimento de Despertar Nacional do Turquistão Oriental (ETNAM), um grupo que está fazendo campanha em Washington pela independência da região predominantemente muçulmana de Xinjiang, na China, afirmou em uma coletiva de imprensa que após analisar imagens do Atlas Digital do Google Earth haviam sido identificados 182 supostos "campos de concentração".

Nesse sentido foram enumeradas as coordenadas geográficas e depois cruzaram esta informação com dados reunidos no terreno.

A organização acrescentou que também detectou 209 supostas prisões e 74 possíveis campos de trabalho forçado.

"Muitos destes locais não foram localizados até agora, de modo que poderia haver uma quantidade muito maior de pessoas detidas", disse Kyle Olbert, um dos líderes do movimento. Acrescentou que também poderia haver "ainda mais infraestruturas que não pudemos detectar".

Anders Corr, um ex-analista de inteligência dos EUA que assessorou o grupo, disse que aproximadamente 40% dos lugares não tinham sido reportados antes.

Estados Unidos e várias organizações de direitos humanos acreditam que a China tem mais de um milhão de muçulmanos, principalmente da etnia uigur turca, em campos de reeducação política na região autônoma de Xinjiang, noroeste do país.

Pequim rejeita essa cifra e fala de "centros de formação profissional" para lutar contra o islamismo, o separatismo e o terrorismo, já que Xinjiang foi palco de ataques atribuídos aos uigures no passado.

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