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Brasil e 14 países da OEA pedem eleições na Bolívia "o mais rápido possivel"

O ministro das Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard, recebe o ex-presidente boliviano Evo Morales e o ex-vice-presidente boliviano Álvaro Garcia após sua chegada à Cidade do México - Edgard Garrido/Reuters
O ministro das Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard, recebe o ex-presidente boliviano Evo Morales e o ex-vice-presidente boliviano Álvaro Garcia após sua chegada à Cidade do México Imagem: Edgard Garrido/Reuters

Washington (EUA)

12/11/2019 20h01

Diante da crise na Bolívia, 15 países que integram a Organização dos Estados Americanos (OEA) pediram hoje a convocação de novas eleições bolivianas "o mais rápido possível", e evitaram classificar como golpe de Estado a saída de Evo Morales da presidência.

A declaração, uma fórmula pouco comprometedora e de grande tradição na OEA, foi apoiada por 15 dos 34 países que são membros ativos da organização: Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Estados Unidos, Guatemala, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Venezuela. A delegação venezuelana foi representada por pessoas enviadas pelo líder opositor, Juan Guaidó.

O texto pede que "a definição da presidência provisória se efetue urgentemente e, conforme estipula a Constituição e aas leis bolivianas, se dê início ao processo de convocação de eleições o mais rápido possível".

A declaração foi lida pelo embaixador do Brasil na OEA, Fernando Simas Magalhães, em sessão extraordinária do Conselho Permanente do órgão.

Além disso, o texto afirma que as novas eleições devem "contar com novas autoridades eleitorais e com observadores internacionais, para gerar credibilidade no processo de transição democrática".

Presidente da Bolívia de 2006 a 2019, Evo Morales renunciou ao cargo no domingo passado, após ser pressionado pelos militares. Uma auditoria da OEA apontou supostas irregularidades nas eleições de 20 de outubro, que reelegeram Morales para um quarto mandato consecutivo.

Antes da renúncia, Morales havia aceitado a repetição das eleições e a renovação total do órgão eleitoral boliviano. O ex-presidente está no México, onde recebeu asilo político.

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