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Justiça dos EUA dá a Washington propriedade de navio norte-coreano apreendido

22/10/2019 10h37

Washington, 22 Out 2019 (AFP) - Um tribunal de Nova York outorgou aos Estados Unidos, formalmente, a propriedade de um cargueiro norte-coreano apreendido por violar sanções internacionais - informou o Departamento americano de Justiça.

O cargueiro "Wise Honest", primeira embarcação norte-coreana retida por Washington por violar sanções, foi descoberto levando um carregamento de carvão avaliado em 3 milhões de dólares nas águas da Indonésia há meses. Depois foi entregue às autoridades americanas.

A Justiça ordenou que a propriedade do navio seja concedida a Washington e que fique à disposição do Departamento do Tesouro, aponta um documento divulgado pelo Departamento de Estado.

O processo de venda do navio já aconteceu, de acordo com a Guarda Costeira americana. No início do mês, a embarcação foi leiloada, conforme um procedimento previamente aprovado pela Justiça dos EUA.

Um rebocador retirou o navio de Pago Pago, na americana Samoa, onde estava apresado, detalhou a Guarda Costeira, sem especificar o comprador, ou o valor do cargueiro.

As famílias de Otto Warmbier, um estudante americano que morreu pouco depois de ser libertado por Pyongyang em estado de coma, e de Kim Dong Shik, um pastor que teria sido detido, torturado e executado na Coreia do Norte em 2000, apresentaram ações legais em relação ao barco.

Não está claro se alguma das famílias receberá fundos provenientes da venda, já que a Justiça informou ontem que ambas haviam "resolvido" suas querelas com os Estados Unidos.

Em seu comunicado, o Departamento da Justiça agradeceu aos Warmbier por sua "amabilidade, ao retirar de maneira voluntária sua demanda".

A ordem judicial acaba com o uso do navio em "um esquema criminoso", acrescentou a nota.

Pyongyang protestou contra a apreensão e advertiu para as "consequências indesejáveis", se a embarcação não for devolvida.

A Coreia do Norte é alvo de várias resoluções de sanções por parte do Conselho de Segurança das Nações Unidas, devido a seus programas de mísseis e nucleares.

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