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OEA pede explicações após interrupção de apurações na eleição da Bolívia

Eleições na Bolívia - Aizar Raldes/AFP
Eleições na Bolívia Imagem: Aizar Raldes/AFP
do UOL

Do UOL, em São Paulo

21/10/2019 02h51

A OEA (Organização dos Estados Americanos) solicitou que o TSE (Tribunal Supremo Eleitoral) da Bolívia explique por que a contagem dos votos para a eleição presidencial do país foi interrompida na noite de ontem (20).

Com 89% dos votos apurados nas eleições presidenciais, o candidato à reeleição, Evo Morales, liderava a disputa com 45%. O segundo colocado é o ex-presidente Carlos Mesa, com 38%.

O TSE interrompeu a contagem no fim da noite de ontem e disse que retomaria o processo hoje.

Por meio das redes sociais, a OEA questionou a paralisação na contagem. "A Missão de Observação Eleitoral da OEA continua monitorando rigorosamente o processo eleitoral na Bolívia. Fundamental que o TSE explique por que a transmissão de resultados preliminares foi interrompida e que o processo de publicação dos dados se desenvolva sem problemas".

Também via redes sociais, o Itamaraty divulgou nota e afirmou que vê com atenção a eleição boliviana. "O Brasil acompanha com atenção o primeiro turno da eleição na Bolívia. Preocupa muito a interrupção imprevista da apuração e a falta de resposta das autoridades eleitorais bolivianas aos pedidos de esclarecimento da OEA".

O resultado parcial aponta um provável segundo turno, algo inédito na história do país, já que para vencer em primeiro turno é preciso ter mais de 50% dos votos, ou 40% com dez pontos de vantagem sobre o segundo. Se confirmado, o segundo turno deve ocorrer em dezembro.

Mesa já comemorava na noite deste domingo sua chegada ao segundo turno. "Realizamos um triunfo inquestionável que nos permite dizer com absoluta certeza e segurança, tanto pela informação da mídia quanto pelo nosso próprio cálculo interno: estamos no segundo turno!", declarou Mesa, em meio a aplausos, saudações e abraços de seus apoiadores na sede de seu partido.

Evo Morales, no poder desde 2006, busca um quarto mandato consecutivo até 2025, quando o país celebra o bicentenário de sua independência. Oito candidatos da oposição concorrem com o atual presidente.

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