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Bombardeios russos e do regime sírio matam 18 civis em Idlib

21/07/2019 17h38

(Atualiza número de mortos).

Cairo, 21 jul (EFE).- Pelo menos 18 pessoas morreram e 45 ficaram feridas em bombardeios da aviação russa e do regime de Bashar al Assad na província de Idlib, o último reduto da oposição no norte da Síria, informaram neste domingo ativistas.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos detalhou que 12 das vítimas, entre elas cinco crianças, morreram na cidade de Orum al Yuz, no oeste de Idlib.

Outras quatro pessoas, entre elas duas crianças, morreram na população de Kafroun, no sul da província, que está quase totalmente controlada por facções armadas opositoras.

Uma das vítimas era integrante da Defesa Civil Síria, organização também conhecida como "Capacetes Brancos", que desenvolve trabalhos de resgate nas áreas que não são controladas pelo governo de Assad.

Anas al Dyab morreu após um bombardeio russo contra a cidade de Khan Sheikhoun, alvo de um ataque químico que deixou dezenas de mortos na região em abril de 2017.

Segundo a Defesa Civil Síria, Dyab estava há anos documentando os crimes de guerra da Rússia e do regime de Assad na região como fotógrafo independente. Ele foi uma das testemunhas ouvidas pela ONU sobre o ataque químico ocorrido há mais de dois anos.

O Observatório Sírio acrescentou que o número de vítimas dos bombardeios deste domingo pode aumentar porque há feridos em estado grave, além de muitos desaparecidos e pessoas presas sob os escombros dos edifícios atingidos.

A aviação de Damasco e seu principal aliado, a Rússia, atacaram Idlib que quase diariamente nos últimos meses, em uma escalada da violência em todas as áreas onde ainda há presença de grupos opositores no noroeste da Síria.

Na região está em vigor um acordo entre Moscou e Ancara para diminuir a tensão entre o governo sírio e os rebeles, que no entanto se enfrentaram repetidamente e os confrontos deixaram centenas de vítimas em ambos os bandos, além de dezenas de civis. EFE

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