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Bombeiro que trabalhou em resgate pós-11 de setembro morre nos EUA

18/07/2019 18h48

Nova York, 18 jul (EFE).- Um dos heróis dos atentados de 11 de setembro de 2001, o bombeiro Richard Driscoll morreu nesta quarta-feira de uma doença vinculada aos trabalhos de resgate após o ataque contra as torres do World Trade Center em Nova York.

O anúncio foi feito ontem pelo Departamento de Bombeiros de Nova York. Driscoll, de 73 anos, morreu, segundo o órgão, da "doença do World Trade Center" e se tornou o 200º integrante da corporação a falecer em decorrência de doenças provocadas pela tragédia.

"É quase incompreensível que, depois de ter perdido 343 membros no dia 11 de setembro, agora tenham morrido mais de 200 homens pela doença do World Trade Center", disse o comissário do Departamento de Bombeiros de Nova York, Daniel Nigro.

O pó, a fumaça e as substâncias químicos e tóxicos dos escombros afetaram a saúde de bombeiros, policiais, operários da construção civil e outros funcionários dos serviços de resgate que atuaram depois do ataque.

Muitos deles sofreram, como consequência, de problemas respiratórios, transtornos digestivos e vários tipos de câncer, especialmente de pulmão.

Driscoll se aposentou em 2002 após 32 anos de serviço. Em nota, o Departamento de Bombeiros de Nova York disse que ele "respondeu valentemente aos ataques no dia 11 de setembro e trabalhou sem descanso no resgate e nos dias que se seguiram.

Na terça-feira, outro bombeiro, Kevin Nolan, morreu aos 58 anos, vítima de um câncer também provocado pelos trabalhos pós-ataque.

"Descasem em paz, bombeiros Richard Driscoll e Kevin Nolan", disse o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, no Twitter.

De Blasio, pré-candidato à presidência dos EUA nas primárias do Partido Democrata", pediu que o Senado aprove o financiamento do Fundo para a Compensação das Vítimas do 11 de setembro.

O senador republicano Rand Paul bloqueou um projeto de lei que destinava mais recursos para o fundo, dinheiro suficiente para atender às demandas das vítimas até 2090.

Pouco depois do ataque, o governo americano criou um fundo de US$ 7 bilhões para as vítimas. No entanto, o dinheiro não foi suficiente para atender todos aqueles afetados pelos ataques terroristas e não havia mecanismo que permitisse mais repasses.

Cerca de 3 mil pessoas morreram nos ataques orquestrados pela Al Qaeda no dia 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos. EFE

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