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Crise com o Irã faz EUA enviarem mais 1.000 militares ao Oriente Médio

2019-06-17T21:35:00

17/06/2019 21h35

Washington, 17 jun (EFE).- O secretário de Defesa interino dos Estados Unidos, Patrick Shanahan, aprovou nesta segunda-feira o envio de 1.000 militares ao Oriente Médio para fazer frente às ameaças feitas pelo Irã aos interesses americanos na região.

"Os recentes ataques do Irã comprovam as fidedignas e críveis informações de inteligência que recebemos sobre o comportamento hostil das forças iranianias e de seus grupos que ameaçam os interesses dos EUA na região", disse Shanahan em comunicado.

O secretário de Defesa garantiu que o envio dos militares tem "propósitos defensivos" e reiterou que os EUA não buscam um conflito com o Irã.

"As medidas que tomamos hoje são para proteger a segurança e o bem-estar de nosso pessoal militar e para proteger nossos interesses nacionais. Seguiremos monitorando a situação de maneira diligente para fazer os ajustes necessários dadas os relatórios de inteligência e as ameaças críveis", explicou o chefe do Pentágono.

Shanahan disse que o reforço foi um pedido do Comando Central dos EUA, após consultas com a Casa Branca. O presidente Donald Trump chegou a anunciar no fim de maio que enviaria 1.500 militares à região.

"Não acredito que o Irã queira lutar e não acredito que queiram lutar conosco, mas eles não podem ter armas nucleares", disse Trump na ocasião.

As tensões entre os dois países vêm crescendo desde abril, quando a Casa Branca suspendeu as isenções concedidas a alguns países para comprar petróleo iraniano e classificou como "terrorista" a Guarda Revolucionária do Irã.

Nos últimos dias, o ataque a dois petroleiros no Golfo Pérsico inaugurou um novo capítulo na crise. Os EUA acusaram o Irã pelo incidente. Teerã nega. EFE

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