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Governo saudita rebate críticas a app acusado de ajudar a controlar mulheres

2019-02-16T18:51:00

16/02/2019 18h51

Riad, 16 fev (EFE).- O Ministério do Interior da Arábia Saudita condenou neste sábado a "campanha tendenciosa" que questiona o propósito do aplicativo "Absher", com o qual os homens tutores podem controlar as mulheres, que precisam da permissão deles para realizar determinadas atividades, como viajar.

Em comunicado, o ministério negou que o app seja "uma ferramenta de controle" e afirmou que a ferramenta oferece mais de 160 serviços a "todos os grupos da sociedade do reino, inclusive residentes estrangeiros, mulheres, maiores de idade e pessoas com necessidades especiais".

O governo acrescentou que o aplicativo é uma ferramenta "essencial e direta" para realizar os trâmites administrativos "a qualquer momento e de qualquer lugar".

Além disso, criticou as tentativas de "politizar" a nova tecnologia, que está disponível em versão web e em aplicativo para smartphones.

Com Absher os cidadãos podem realizar diversos procedimentos sem a necessidade de comparecer às repartições públicas. O app também permite registrar as mulheres e menores de idade que estão sob a tutela do usuário, e que necessitam permissão para se matricular em uma escola, viajar para fora do país ou se casar, por exemplo.

Os tutores podem conceder uma permissão permanente ou pontual em cada caso. Através do sistema eletrônico as autoridades sabem quem conta com essa permissão ou, caso contrário, tenta desafiar as normas estabelecidas.

Embora as autoridades do reino tenham suavizado algumas normas recentemente, por exemplo, suspendendo a proibição de dirigir e a necessidade de uma permissão para muitos trâmites, as mulheres sauditas ainda necessitam a aprovação do tutor (pai, marido ou irmão) para viajar para o exterior.

O último caso em evidência foi o da jovem Rahaf Mohammed Al Qunun, que fugiu da família na Arábia Saudita e de um casamento arranjado, e conseguiu asilo no Canadá em janeiro. EFE

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