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Argentina: Promotor entra com recurso após fim de processo contra Kirchner

No meio do ano passado, Cristina Kirchner pediu a anulação do processo na justiça, alegando, entre outros motivos, interferências políticas no processo - AFP
No meio do ano passado, Cristina Kirchner pediu a anulação do processo na justiça, alegando, entre outros motivos, interferências políticas no processo Imagem: AFP

Da EFE

27/10/2021 00h19Atualizada em 27/10/2021 08h18

O promotor Marcelo Colombo entrou com recurso para reverter o fim do processo contra a atual vice-presidente da Argentina e ex-chefe de governo, Cristina Kirchner, da acusação de acobertar os acusados pelo atentado contra um centro judaico ocorrido em Buenos Aires, em 1994.

A apelação se junta a que foi feita na semana passada pela Delegação de Associações Israelitas Argentinas (Daia), que representa a comunidade judaica do país sul-americano e que é uma das partes envolvidas no processo.

Outra parte interessada é a de representantes das famílias dos 85 mortos no atentado contra a sede da Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), que ficava no centro de Buenos Aires. O grupo também entrou com recurso contra a absolvição de Kirchner.

No último dia 7, o Tribunal Oral Federal 8, que deveria realizar o julgamento da ex-presidente e de outros antigos integrantes da cúpula do governo argentino, encerrou o processo por unanimidade, ao considerar que a assinatura, em 27 de janeiro de 2013, de um memorando com o Irã "não constituiu um crime".

O documento previa a criação de uma comissão especial para investigar, de maneira conjunta, o atentado contra a sede da Amia, que a justiça da Argentina atribui a membros do governo do Irã e à organização xiita libanesa Hezbollah.

A denúncia contra Kirchner sustentava que o objetivo do acordo era derrubar os "alertas vermelhos" da Interpol para a captura dos acusados no exterior.

A acusação contra a atual vice-presidente e membros do antigo governo que ela liderou era de 2015, quando o promotor Alberto Nisman, que investigava o atentado, apontou que a então chefe de governo e aliados tentaram acobertar suspeitos iranianos, com a assinatura do documento.

Nisman, contudo, apareceu morto, com um tiro na cabeça, apenas quatro dias após formalizar a denúncia.

O memorando nunca entrou em vigor, já que, apesar de ter sido ratificado pelo Congresso da Argentina, nunca foi aprovado no Irã.

Em meio do ano passado, Kirchner pediu a anulação do processo na justiça, alegando, entre outros motivos, interferências políticas no processo.

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