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Desemprego volta a cair no Brasil a 13,2%

27/10/2021 13h56

Rio de Janeiro, 27 Out 2021 (AFP) - O desemprego no Brasil caiu para 13,2% no trimestre junho-agosto, o menor nível em um ano, embora em um contexto de salários reduzidos e grande proporção de trabalho informal, segundo dados oficiais publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (27).

É a quarta queda consecutiva da taxa calculada em trimestres móveis, que alcançou seu ponto máximo de 14,7% da população economicamente ativa no início do ano, de acordo com o IBGE.

A maior economia da América Latina, entretanto, ainda tem 13,7 milhões de desempregados, em meio a uma deterioração econômica, com uma inflação em alta que corrói a renda da população, afetando principalmente os mais pobres.

"Parte significativa da recuperação da ocupação deve-se ao avanço da informalidade", disse a responsável pela pesquisa do desemprego do IBGE, Adriana Beringuy, citada em um comunicado.

Das 8,5 milhões de pessoas que se incorporaram ao mercado de trabalho em um ano, seis milhões são trabalhadores informais, disse ela, em referência àqueles que trabalham a maior parte do tempo sem contrato e em condições precárias.

O índice de desemprego ficou em 14,4% entre junho e agosto do ano passado e em 13,7% entre maio e julho de 2021.

O nível de desemprego informado hoje foi o mais baixo para um trimestre móvel desde o período março-maio de 2020 (12,9%), quando começou a pandemia de coronavírus.

Apesar desta melhora, a remuneração média dos trabalhadores caiu 10,2% no período junho-agosto em relação ao mesmo trimestre de 2020, uma redução significativa no poder aquisitivo dos trabalhadores brasileiros acentuada por uma inflação alta.

O governo do presidente Jair Bolsonaro anunciou na semana passada a criação de um novo programa social que substituirá o Bolsa Família, criado há 18 anos.

Este anúncio, um ano antes das eleições presidenciais, gerou preocupação no mercado diante do previsível aumento do gasto público.

Nesta quarta-feira, o Banco Central anunciará um novo aumento de taxas, que está previsto como o maior do ano, com o objetivo de conter a inflação.

A inflação no Brasil acumulou 10,25% em 12 meses até setembro, alcançando pela primeira vez os dois dígitos desde 2016.

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