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EUA dizem que há unidade no mundo para pressionar talibãs

30.ago.2021 - O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid (ao centro, com xale), fala à mídia no aeroporto de Cabul, no Afeganistão - WAKIL KOHSAR / AFP
30.ago.2021 - O porta-voz do Talibã, Zabihullah Mujahid (ao centro, com xale), fala à mídia no aeroporto de Cabul, no Afeganistão Imagem: WAKIL KOHSAR / AFP

23/09/2021 22h28

O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, disse nesta quinta-feira acreditar que o mundo está unido para pressionar os talibãs, depois de conversar com Paquistão, China e Rússia, países-chave para os novos governantes do Afeganistão.

Blinken se reuniu hoje, paralelamente à Assembleia Geral da ONU, com o colega do Paquistão, principal aliado do regime talibã, e conversou com ministros dos outros quatro países-membros do Conselho de Segurança que têm direito a veto, incluindo China e Rússia, na noite de ontem.

"Acredito que há uma unidade de foco e propósito muito forte", disse Blinken. "Os talibãs dizem que buscam legitimidade, que buscam o apoio da comunidade internacional. A relação que eles terão com a comunidade internacional será definida por suas ações", observou.

Blinken reiterou as prioridades dos Estados Unidos em relação aos talibãs, que incluem permitir que afegãos e estrangeiros deixem aquele país, o respeito aos direitos das mulheres, meninas e minorias, e não permitir que o país volte a ser usado por extremistas como a Al-Qaeda.

Segundo o Departamento de Estado, na conversa com o chanceler do Paquistão, Shah Mehmood Qureshi, Blinken enfatizou a "importância de coordenar nosso compromisso diplomático". O Paquistão pediu um compromisso com os talibãs e o descongelamento dos ativos afegãos, mas Qureshi havia dito no começo da semana que não havia pressa em reconhecer o novo governo talibã, um passo ao qual os países ocidentais se opõem.

No início de sua reunião com Blinken, o ministro paquistanês ressaltou: "Temos que encontrar uma maneira de trabalhar coletivamente para alcançar nosso objetivo comum, que é a paz e a estabilidade."

China e Rússia moveram-se na direção de um compromisso com os talibãs, mas ainda não reconheceram o seu governo e têm preocupações de longa com o extremismo islâmico.

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