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1 mês

Argentina começa a vacinar adolescentes com comorbidades

04/08/2021 02h44

Buenos Aires, 3 ago (EFE).- A Argentina, nesta terça-feira, começou a vacinar contra a covid-19 adolescentes de 12 a 17 anos com comorbidades na maior parte de seu território com imunizantes da Moderna que foram doados pelos Estados Unidos.

A imunização teve início hoje após reunião dos secretários da Saúde de todas as jurisdições do país no Conselho Federal de Saúde (Cofesa) para oficializar a vacinação para adolescentes com fatores de risco.

A cidade de Buenos Aires tinha 9,3 mil consultas programadas para o primeiro dia de vacinação em quatro postos, segundo dados oficiais, e o cadastro segue aberto.

Na província de Buenos Aires, a mais populosa do país, começaram vacinar os 100 mil adolescentes inscritos - de um total de 117.460 com comorbidades cadastradas - em 153 postos de vacinação, de acordo com dados oficiais.

Todas as 24 jurisdições têm as doses para iniciar a vacinação desse grupo porque na última quarta teve início a distribuição de cerca de 900 mil, que fazem parte do lote das 3,5 milhões de doses da vacina Moderna recentemente doadas à Argentina pelos EUA.

De fato, a província de Neuquén começou no último sábado com a vacinação de adolescentes, inoculando 1.685 jovens de um total de 7.052 cadastrados, segundo seu governador Omar Gutiérrez.

Dados oficiais apontam que a população de jovens de 12 a 17 anos na Argentina é de aproximadamente 4,25 milhões de pessoas e estima-se que entre 20% e 25% desse grupo possa ter comorbidades.

O Ministério da Saúde prevê uma população-alvo inicial de 900 mil adolescentes, sendo necessário 1,8 milhão de doses para garantir o esquema vacinal completo.

Os adolescentes que terão prioridade na vacinação, segundo informações oficiais, são aqueles que sofrem de diabetes, obesidade grau 2, doenças cardiovasculares crônicas, desnutrição grave, doença renal crônica, doença respiratória crônica, doença hepática, que convivem com HIV.

Também aqueles que estão na lista de espera para transplantes de órgãos e receptores de transplantes de órgãos, que são pacientes com câncer, com tuberculose ativa, com deficiência intelectual e de desenvolvimento, síndrome de Down, com doenças autoimunes e/ou tratamentos imunossupressores, com imunodeficiências primárias e grávidas.

De acordo com dados oficiais divulgados hoje, de uma população total de cerca de 45 milhões de habitantes, já foram aplicadas 32,7 milhões de doses da vacina, embora 7,3 milhões de pessoas tenham recebido a dosagem completa. EFE

vd/phg

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