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Bolsonaro diz que problema hidrológico vai dar 'dor de cabeça' na geração de eletricidade

Presidente Jair Bolsonaro disseque o Brasil está vivendo a maior crise hidrológica da sua história, alertando que o problema é sério e vai dar "dor de cabeça" para a geração de energia elétrica - Evaristo Sá/AFP
Presidente Jair Bolsonaro disseque o Brasil está vivendo a maior crise hidrológica da sua história, alertando que o problema é sério e vai dar "dor de cabeça" para a geração de energia elétrica Imagem: Evaristo Sá/AFP

Ricardo Brito

10/05/2021 20h43Atualizada em 10/05/2021 20h50

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta segunda-feira que o Brasil está vivendo a maior crise hidrológica da sua história, alertando que o problema é sério e vai dar "dor de cabeça" para a geração de energia elétrica.

"Nós estamos com um problema sério pela frente, estamos vivendo a maior crise hidrológica da história, de eletricidade, vai ter dor de cabeça", afirmou Bolsonaro a apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada.

"Só avisando, a maior crise que se tem notícia hoje. Demos mais um azar, né? E a chuva geralmente (cai) até março, agora já está na fase que não tem chuva. Mas tudo bem, vamos tentar aí ver como a gente pode se comportar aí", emendou.

Em meio a impactos do pior período de chuvas já visto em duas décadas sobre a produção das hidrelétricas, principal fonte de geração de energia no país, o sistema elétrico deve seguir pressionado por maiores custos até 2022, disse mais cedo à Reuters o diretor-geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A situação deve exigir um forte uso de usinas térmicas, que aumentam custos para os consumidores, segundo o chefe do ONS, Luiz Carlos Ciocchi, embora ele tenha destacado que não vê riscos de falta de suprimento ou racionamento, até devido aos impactos da crise gerada pelo coronavírus.

Na semana passada, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) —formado por membros do governo e de órgãos técnicos incluindo o ONS— aprovou a possibilidade de medidas adicionais para garantir o atendimento à demanda, incluindo maior acionamento de térmicas e importações de energia da Argentina e do Uruguai.

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