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Mourão defende apuração sobre crise no AM, mas elogia trabalho de Pazuello

Vice-presidente, Hamilton Mourão, disse que Pazuello faz trabalho "meticuloso" à frente da Saúde  - Isac Nóbrega/PR
Vice-presidente, Hamilton Mourão, disse que Pazuello faz trabalho 'meticuloso' à frente da Saúde Imagem: Isac Nóbrega/PR
do UOL

Hanrrikson de Andrade

Do UOL, em Brasília

25/01/2021 10h39Atualizada em 25/01/2021 11h07

O vice-presidente, general Hamilton Mourão (PRTB), disse hoje que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, tem feito um trabalho "meticuloso" e "competente" à frente da pasta, mas defendeu o pedido de abertura de inquérito para apurar a conduta dele em relação ao colapso da saúde pública de Manaus (AM).

Na avaliação de Mourão, a investigação permitirá que se "chegue à conclusão do que aconteceu na realidade".

"Uma vez que existe muito disse-me-disse a respeito disso, acho que a melhor linha de ação é que se chegue a conclusão do que aconteceu. Eu tenho acompanhado o trabalho do ministro Pazuello, sei que ele tem feito um trabalho meticuloso e de forma honesta e competente. Então, que se investigue e chegue à conclusão do que aconteceu na realidade", declarou o vice na chegada a seu gabinete no Palácio do Planalto, na manhã de hoje.

O pedido de abertura de inquérito foi feito no último sábado (23) pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, ao STF (Supremo Tribunal Federal).

A solicitação cita o documento "Relatório parcial de ações - 6 a 16 de janeiro de 2021", no qual o ministro informa que sua pasta teve conhecimento da falta de oxigênio no dia 8, por meio da empresa White Martins, fornecedora do produto. O Ministério da Saúde iniciou a entrega de oxigênio apenas em 12 de janeiro, segundo as informações prestadas.

Isso significa que o Ministério da Saúde do governo de Jair Bolsonaro teve alguns dias para agir e evitar o colapso no fornecimento de oxigênio em Manaus, mas tomou medidas de pouco alcance frente ao tamanho da crise, conforme mostrou o UOL.

Horas após o pedido de abertura de inquérito, Pazuello chegou a Manaus para entregar doses da vacina AstraZeneca.

O ministro garantiu a prioridade na entrega das vacinas ao Amazonas devido à crise sem precedentes após aumento no número de casos de covid-19.

Mourão também buscou minimizar o fato de a temperatura política ter sido elevada nas últimas semanas, sobretudo na esteira das falhas de planejamento do governo em relação à vacinação contra a covid-19.

As críticas deram luz aos pedidos de impeachment que se encontram engavetados na Câmara e também aumentou a repercussão sobre a possibilidade de uma cassação constitucional. De saída da Presidência da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ) afirmou que será "inevitável" o debate sobre o impeachment durante o ano de 2020.

Para Mourão, "está havendo um momento de bastante ruído". De acordo com o entendimento do vice, a temperada deve baixar um pouco nas próximas semanas, tão logo caminhe a apuração da PGR sobre a atuação do Ministério da Saúde em Manaus e seja definido o novo presidente da Câmara.

"Acho que está havendo um momento aí de bastante ruído, né, vamos dizer assim. Por dois aspectos. Um é a questão da vacinação. (...) O governo está fazendo o possível e o impossível para ter um fluxo contínuo. E também aquela questão de Manaus. E, no momento que isso for esclarecido, acho que diminui esse ruído. E, óbvio, tem as eleições aí das duas Casas do Legislativo, que influi, né. Então, eu acho que semana que vem as tensões baixam um pouco."

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