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Fiocruz vê Rio à beira de um colapso na saúde

Movimentação dos cariocas no Catete, na zona sul do Rio de Janeiro; cidade vive aumento no número de casos e internações por covi - Ellan Lustosa/Código19/Estadão Conteúdo
Movimentação dos cariocas no Catete, na zona sul do Rio de Janeiro; cidade vive aumento no número de casos e internações por covi Imagem: Ellan Lustosa/Código19/Estadão Conteúdo

Marcio Dolzan e Roberta Jansen

02/12/2020 07h40

Voltou a subir o número de mortes dentro das casas, sem assistência médica, na cidade do Rio de Janeiro. Subiu também acima da média o número geral de mortes no município. Os dados divulgados na tarde de terça-feira, 1º, pelo MonitoraCovid19, da Fiocruz, indicam que o sistema de saúde da cidade pode estar à beira de um colapso. Nota da UFRJ divulgada na véspera já alertava para o problema.

O município teve um excesso de óbitos de 27 mil desde abril, comparado à média dos anos anteriores no mesmo período - sendo 13 mil causados pela covid-19 e outros 14 mil ligados a outras doenças, como câncer e diabete, confirmando a precariedade do atendimento geral.

O aumento "expressivo" de óbitos ocorridos em domicílio (de dez mil no mesmo período do ano passado para 14 mil este ano), sem assistência médica e por causas mal definidas, revela, segundo a nota técnica da Fiocruz, "um quadro de desassistência geral, que não se restringe aos hospitais, mas também à rede de atenção básica e ao sistema de vigilância em saúde".

Mesmo as mortes por covid-19 que ocorreram dentro dos hospitais foram, na maioria, fora de UTIs, o que demonstra, segundo a nota, a incapacidade de atender com propriedade os casos mais graves.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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