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Órgão dos EUA investiga 159 mil Teslas por defeito em tela interativa

Tesla Model S - REUTERS/Stephen Lam
Tesla Model S Imagem: REUTERS/Stephen Lam

Da Agência Reuters

17/11/2020 14h08

A Administração Nacional de Segurança de Tráfego Rodoviário dos EUA (NHTSA) revelou nesta última segunda-feira que aumentou um inquérito que investiga irregularidades em carros da Tesla para 159 mil unidades. Os veículos sob análise de engenharia - etapa necessária antes de obrigar os recalls - são Model S e Model X.

O inquérito cobre unidades feitas de 2012 a 2018 do Tesla Model S e unidades feitas de 2016 a 2018 do Model X. A investigação preliminar cobriu 63 mil Teslas Model S.

A causa da investigação é um problema recorrente na tela sensível ao toque dos modelos. O órgão regulador de segurança automotiva dos EUA abriu uma avaliação preliminar em junho sobre essas falhas. De acordo com a NHTSA, o problema pode resultar na perda da exibição da imagem da câmera traseira quando o veículo está em marcha ré e pode impactar na capacidade de desembaçamento dos vidros e nos alertas de áudio relacionados ao Autopilot.

A NHTSA diz que a unidade de controle de memória (MCU) usa um processador Nvidia Corp Tegra 3, e lembrou que dispositivos flash têm uma vida útil finita com base no número de programas ou ciclos de formatação.

Algumas reclamações afirmam que falhas podem resultar na perda da capacidade de carregamento e que outros alertas de segurança podem ser afetados. Um motorista disse que não conseguia limpar os vidros embaçados porque não conseguia mudar os controles de clima.

No total, a NHTSA disse que analisou 12.523 reclamações sobre o assunto, o que impactaria aproximadamente 8% dos veículos sob investigação.

Muitas reclamações afirmam que a Tesla exige que os proprietários paguem para substituir a unidade assim que as garantias expiram. A NHTSA disse que os dados mostram "taxas de falha acima de 30% durante meses específicos e tendências de falha aceleradas após 3 a 4 anos em serviço."

A Tesla implementou atualizações remotas "para mitigar os efeitos da falha", segundo diz a NHTSA, incluindo mudanças para reduzir o uso do cartão de memória em questão, melhorando as estratégias de gerenciamento de armazenamento.

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