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Tailândia adota ações legais contra Facebook e Twitter por manter publicações 'ofensivas'

24/09/2020 12h29

Bangcoc, 24 Set 2020 (AFP) - A Tailândia entrou com uma ação legal contra Facebook e Twitter por não apagarem postagens de ativistas pró-democracia consideradas "ofensivos" ao país e à monarquia.

"Vou entregar todos os conteúdos polêmicos à polícia", disse o ministro dos Assuntos Digitais, Puttipong Punnakanta, à AFP nesta quinta-feira (24).

Esta é a primeira ação judicial contra gigantes da Internet desde o início dos protestos, que eclodiram neste verão no país.

Na tarde desta quinta, milhares de manifestantes se reuniram em frente ao Parlamento de Bangcoc para tentar pressionar seus membros.

Reunidos desde quarta-feira, os deputados devem se pronunciar esta tarde sobre uma possível reforma de algumas partes da Constituição. Se aceito, este é um processo que pode levar meses.

Adotada em 2017, na época da junta militar, a Constituição é considerada muito favorável ao Exército. Esta última nomeia o conjunto dos 250 senadores que têm papel de destaque na escolha do primeiro-ministro.

O movimento de protesto reúne jovens, estudantes e trabalhadores, mas também membros dos "camisas vermelhas", próximos ao ex-primeiro-ministro no exílio Thaksin Shinawatra.

Eles pedem a renúncia de Prayut Chan O Cha, ex-chefe da junta à frente de um governo civil, e, alguns, uma reforma da muito rica e poderosa monarquia. Até recentemente, essa seria uma reivindicação inimaginável, em um país onde a realeza é sagrada e protegida por uma lei severa contra o crime de lesa-majestade.

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