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Novo Pix faz pagamentos e transferências instantâneas de graça. Como usar?

César Esperandio

César Esperandio

César Esperandio é economista com ênfase em planejamento financeiro, com larga experiência no mercado financeiro. Já atuou em setores macroeconômicos de bancos e consultorias, além de ter passado por empresa de pesquisas de mercado. Hoje se dedica exclusivamente ao Econoweek, com foco em investimentos.

do UOL

12/08/2020 18h20

Se você, apesar de ter se acostumado, também detesta ter que esperar o próximo dia útil para fazer ou receber uma transferência bancária via DOC e TED, fique sabendo que a partir de novembro haverá mais uma modalidade de pagamento chamada Pix, que permitirá pagamentos e transferências 24 horas por dia, sete dias por semana e em todos os dias no ano. E de graça!

Eu sou César Esperandio, economista do Econoweek, a tradução da economia. E, neste artigo, bem como no vídeo acima, no qual respondo a perguntas ao vivo sobre o tema, vou traduzir todas as novidades do Pix, quem vai poder usar, o que vai poder ser pago com essa nova modalidade e o que você tem que fazer para começar a usar o Pix.

Como o Pix vai funcionar?

O Pix, que será lançado para todos em 16 de novembro, é um sistema de pagamentos e transferências instantâneos realizados em poucos segundos, disponível durante 24 horas por dia, sete dias por semana e em todos os dias no ano.

Segundo o Banco Central, as transferências ocorrerão diretamente da conta do pagador para a conta do recebedor, sem a necessidade de intermediários, o que propicia custos de transação menores seguindo os protocolos de segurança mais modernos do mundo.

Essa é uma grande evolução em relação aos famosos DOCs, TEDs e boletos, que continuarão existindo, mas que permitiam que as transferências fossem realizadas apenas em horário de expediente bancário, limitando-se aos dias úteis, com exceção de transferências entre clientes da mesma instituição financeira.

Ou seja, quando era necessário transferir algum valor para um amigo ou fazer um pagamento para outro banco fora do horário, a transação só seria concluída no próximo dia útil, após às 10 horas da manhã, sem possibilidade de receber essa quantia aos finais de semana, feriados ou durante a noite.

Outra inovação é que a necessidade de preencher nome completo, CPF e todos os dados bancários de quem vai receber a transferência está com os dias contados. Com o Pix, bastará saber o e-mail, CPF ou CNPJ de quem deseja transferir, ou ainda o número de celular do recebedor, que o Pix trará as informações completas do recebedor para que você possa checar se está tudo certo.

Após isso, basta autorizar o pagamento com senha, que tanto o pagador como o recebedor receberão comprovantes eletrônicos da transação.

As grandes instituições financeiras e grandes bancos com mais de 500 mil clientes passarão a disponibilizar a nova modalidade de pagamentos via Pix a partir de 16 de novembro, sendo que os bancos e outras instituições menores terão um prazo maior para se adaptarem à inovação.]

Quanto vai custar?

O Pix será gratuito para a transferência de pessoa física para pessoa física, tanto para o pagador como pelo recebedor. Para as empresas, pode haver alguma taxa para esse tipo de transferência, mas ainda não foram definidas as tarifas que poderão ser cobradas.

Para os bancos e instituições financeiras, o custo será de aproximadamente R$ 0,01 a cada dez transações pelo Pix, enquanto há estimativas de que cada TED, sozinho, custava aproximadamente R$ 0,06 para as instituições financeiras. É uma redução de custos da ordem de 60 vezes.

Mesmo assim, como a nova tecnologia do Pix permite custos menores de operação, a ideia do Banco Central é que as tarifas também sejam menores que os DOCs e TEDs. É mais agilidade, aliada à segurança, com menor custo para todos.

Para lojistas acostumados a receber os pagamentos de cada venda, normalmente, dois dias após uma transação com débito e até um mês após a venda com cartão de crédito, o recebimento de uma venda realizada via Pix também será instantâneo.

Outras funcionalidades

Segundo o Banco Central, os pagamentos instantâneos via Pix ainda poderão ser utilizados para transferências:

  • Entre pessoas;
  • Entre pessoas e estabelecimentos comerciais, incluindo comércio eletrônico, no qual o Pix aparecerá como nova forma de pagamento, além dos tradicionais cartões de crédito e débito e boleto bancário;
  • Entre estabelecimentos, como pagamentos de fornecedores;
  • Para transferências envolvendo entes governamentais, como pagamentos de taxas e impostos;
  • Pagamentos de salários e benefícios sociais e de convênios e serviços.

Para quem for fazer um pagamento utilizando o Pix, haverá pelo menos três maneiras diferentes de realizar as transações:

  • Por meio da utilização de chaves ou apelidos para a identificação da conta transacional, como o número do telefone celular, o CPF, o CNPJ ou um endereço de e-mail;
  • Por meio de QR Code (estático ou dinâmico), ou;
  • Por meio de tecnologias que permitam a troca de informações por aproximação, como a tecnologia near-field communication (NFC).

Como começar a usar o Pix?

Não haverá um aplicativo especial para realizar as transferências e pagamentos via Pix.

O próprio app e site do seu banco disponibilizarão a novidade a partir de 16 de novembro, se ele for um dos grandes bancos brasileiros, com mais de 500 mil clientes. Sendo que essa novidade não será obrigatória para bancos menores nesse primeiro momento, embora muitas devam aderir para não ficarem para trás. Cheque essa informação com o seu banco ou corretora.

Mesmo assim, será necessário que você se cadastre no sistema Pix dentro do aplicativo ou site do banco em que possui conta. O cadastramento estará disponível a partir de 5 de outubro.

Assim, segundo o próprio Banco Central, o Pix buscará:

  • Aumentar a velocidade em que pagamentos ou transferências são feitos e recebidos;
  • Alavancar a competitividade e a eficiência do mercado;
  • Reduzir o custo de pagamentos e transferências;
  • Aumentar a segurança das transações;
  • Aprimorar a experiência dos usuários, e;
  • Promover a inclusão financeira.

Tudo isso tem potencial de gerar menores custos transacionais, mais agilidade, mais segurança, maior comodidade e é mais uma inovação tecnológica que promete melhorar muito o sistema financeiro do Brasil.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL.

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