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Empresário conhecido por denúncias contra políticos é morto a tiros em AL

Kleber Malaquias de Oliveira foi assassinado em um bar - Reprodução/Arquivo pessoal
Kleber Malaquias de Oliveira foi assassinado em um bar Imagem: Reprodução/Arquivo pessoal
do UOL

Colaboração para o UOL

16/07/2020 00h36

O empresário e líder comunitário Kleber Malaquias de Oliveira, conhecido por denunciar supostas irregularidades de políticos e autoridades do poder judiciário em Alagoas, foi assassinado a tiros no final da tarde de quarta-feira, em um bar localizado na avenida Teotônio Vilela, no bairro Mata do Rolo, em Rio Largo (AL), região metropolitana de Maceió. Oliveira era conhecido pelo apelido de "bode rouco" pelas supostas denúncias que fazia.

Segundo a Polícia Militar, Oliveira estava no Bar da Buchada tomando cerveja quando se dirigiu ao banheiro do estabelecimento e um homem, que estava em outra mesa com duas pessoas, o acompanhou até o local e o matou a tiros. A vítima foi atingida por tiros na cabeça e no peito. Ele morreu no local, antes da chegada do socorro.

O assassino fugiu em um veículo Gol, de cor preta e placas não anotadas. Ele ainda não foi identificado pela polícia. Até agora, nenhum suspeito do crime foi preso pela polícia.

A polícia investiga se Malaquias estava sendo seguido pelo homem que o matou. O empresário, antes de ir ao Bar da Buchada, estava bebendo em uma loja de conveniência de um posto de combustíveis. Não houve discussão entre Malaquias e o homem no bar.

Os dois homens que estavam na mesa junto com o assassino foram detidos e estão prestando depoimento na delegacia de Rio Largo. A identidade deles não foi informada pela polícia devido a lei de abuso de autoridade, que impede a divulgação de nomes de investigados e testemunhas por agentes públicos.

A perícia encontrou cápsulas de munições de arma calibre .40. O material foi recolhido para perícia. O corpo de Malaquias foi levado para ser necropsiado no Instituto de Médico Legal doutor Estácio de Lima, no bairro Tabuleiro do Martins, em Maceió. Ainda não há informações sobre a liberação do corpo para enterro.

Denúncias

O empresário Kleber Malaquias de Oliveira tinha uma locadora de veículos, que fechou, e atualmente atuava no ramo de venda de queijos. Ele fazia oposição ao atual prefeito de Rio Largo, Gilberto Gonçalves, o qual já foi denunciado pelo empresário por supostas irregularidades na administração municipal.

No ano passado, ele registrou um boletim de ocorrência na polícia relatando que ter sofrido um atentado, com tortura, por questões políticas na cidade de Rio Largo. Malaquias disse à polícia que um veículo Fusion, de cor branca e placas não anotadas, o perseguiu e o motorista o abordou. Em seguida, o homem, que não foi identificado, teria dado coronhadas em sua cabeça com arma de fogo e o ameaçado de morte. Ele cobrava da polícia quem seria o mandante do suposto atentado. As investigações sobre o caso não foram divulgadas.

Dentre os denunciados por Oliveira por supostas irregularidades em administrações municipais estão o atual prefeito de Rio Largo, Gilberto Gonçalves (PP), o ex-prefeito de Rio Largo, Toninho Lins (Republicanos) e ex-prefeito do município de Marechal Deodoro, Cristiano Matheus (MDB).

As denúncias de Oliveira também atingiram o desembargador do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ-AL), Washington Luiz Damasceno Freitas, ex-sogro de Cristiano Matheus. Oliveira contou à polícia que escutou uma conversa, em um restaurante, onde o desembargador encomendou o assassinato do ex-juiz Marcelo Tadeu Lemos de Oliveira.

Em 2008, Marcelo Tadeu atuava na 32º zona eleitoral, cassou o mantado do ex-prefeito de Olho d'Água do Casado (AL), Welington Damasceno Freitas, o irmão do desembargador, por compra de votos e irregularidade na candidatura de Freitas. Na época, Tadeu cancelou 12 mil títulos eleitorais que estavam em situação irregular em Olho d'Água do Casado.

Em julho 2009, Marcelo Tadeu Lemos de Oliveira entrou em uma farmácia no bairro de Mangabeiras, em Maceió, e o advogado Nudson Harley Freitas, que estava em um orelhão e vestia roupas parecidas com as do ex-juiz, foi morto ao ser atingido por cinco tiros de arma de fogo.

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