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SP: Após Campinas, capital também deve receber pacientes de outras regiões

"São Paulo tem uma capacidade hospitalar forte, e ampliada ao longo desse processo de pandemia, então tem recebido das outras regiões também em todos os equipamentos do governo do estado estabelecidos", explicou Marcos Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional do estado de São Paulo - Reprodução/TV Globo
"São Paulo tem uma capacidade hospitalar forte, e ampliada ao longo desse processo de pandemia, então tem recebido das outras regiões também em todos os equipamentos do governo do estado estabelecidos", explicou Marcos Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional do estado de São Paulo Imagem: Reprodução/TV Globo
do UOL

Do UOL, em São Paulo

09/07/2020 14h05Atualizada em 09/07/2020 14h19

A cidade de São Paulo já começou a receber pacientes de outras regiões do estado em hospitais para cuidados contra a pandemia do novo coronavírus. Ontem, o governo de São Paulo informou que pacientes da região metropolitana da Campinas seriam atendidos no hospital de campanha do Ibirapuera; hoje, deixou claro que pessoas de outras regiões também poderão ser socorridas na capital.

"Esses pacientes já estão sendo transferidos das mais diversas regiões. São Paulo tem uma capacidade hospitalar forte, e ampliada ao longo desse processo de pandemia, então tem recebido das outras regiões também em todas as instalações do governo do estado estabelecidas", explicou Marcos Vinholi, secretário de Desenvolvimento Regional do estado de São Paulo, em coletiva.

"Campinas é uma região mais próxima de São Paulo, assim como é Sorocaba também, que deve ter uma intensificação nesse trâmite de pacientes para cá. Vamos utilizar dessa capacidade para poder seguir mantendo todo o estado de São Paulo com atendimento adequado", completou.

O secretário-executivo da Secretaria Estadual de Saúde, Eduardo Ribeiro, destacou ainda que as transferências para a capital não estão restritas a pacientes de Campinas e região, nem somente para o hospital de campanha do Ibirapuera. A ideia é que outras estruturas do estado possam ser utilizadas.

Mais adiante, segundo Ribeiro, o estado poderá ajudar a socorrer outros estados caso a situação paulista fique controlada e os casos diminuam. A ideia é enviar equipamentos, como respiradores, para estados vizinhos.

"O governo do estado de São Paulo adquiriu um quantitativo de respiradores que, desde o início, teve a sua definição norteada pelas estimativas das curvas de projeções do Centro de Contingência. Dentro deste contexto, neste momento, nós não temos nenhuma expectativa de que sobrarão respiradores no estado de São Paulo", explicou, adiando o possível remanejamento de equipamentos.

"Todos os respiradores estão sendo destinados à abertura de novos leitos de UTI (no estado). Eventualmente, em uma oportunidade um pouco mais à frente, quando as curvas de crescimento se encontrarem em comportamento melhor do que estão hoje, creio que essa discussão possa ser retomada, e esse contexto de disponibilização dos respiradores possa ser avaliado."

O médico João Gabbardo, coordenador executivo do Centro de Contingências do Coronavírus em São Paulo, ainda destacou respiradores distribuídos pelo governo federal aos estados, e que podem ser remanejados de estados em melhores situações — citando Amazonas, Pará e Ceará como exemplos — a outros com situações epidemiológicas mais graves.

"O Ministério da Saúde também distribui uma grande quantidade de respiradores aos estados. Desde o início, o acerto foi que esses respiradores estariam sendo transferidos temporariamente para esses estados. E poderiam, dependendo da situação epidemiológica de outros estados, serem remanejados", disse Gabbardo, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde.

"Nós temos hoje estados em situação bem mais emergencial em relação à necessidade respiradores, mas o Ministério da Saúde tem capacidade de remanejar de alguns estados onde a curva está descendente, o número de casos já é menor, a pressão por leitos de tratamento intensivo é menor, e, por consequência, esses respiradores poderiam ser remanejados para outros estados", completou.

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