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China confirma 45 casos de pneumonia e segunda morte por vírus desconhecido

18/01/2020 13h37

A China confirmou que foram identificados 45 pacientes com pneumonia contaminados com um novo tipo de coronavírus. Dois homens já morreram e outras cinco pessoas estão em estado grave, de acordo com o boletim divulgado na sexta-feira (17).

A China confirmou que foram identificados 45 pacientes com pneumonia contaminados com um novo tipo de coronavírus. Dois homens já morreram e outras cinco pessoas estão em estado grave, de acordo com o boletim divulgado na sexta-feira (17).

Os casos foram todos registrados em Wuhan, uma cidade de 11 milhões de habitantes.

A maioria dos pacientes é adulto e do sexo masculino. A primeira vítima fatal foi um homem de 61 anos, e a segunda, um homem de 69 anos.

Uma investigação local constatou que vários dos pacientes trabalhavam em um mercado de peixes e frutos do mar da cidade chinesa. O mercado está fechado desde 1° de janeiro, e o local passou por descontaminação, afirmam as autoridades municipais.

O vírus, do tipo coronavírus, é desconhecido, e ainda não se sabe com certeza seu risco e suas formas de transmissão.

Outros três casos do mesmo vírus foram registrados fora da China: dois na Tailândia e um no Japão. Os três teriam estado recentemente na cidade chinesa, de acordo com as autoridades tailandesas e japonesa.

Risco de contaminação desconhecido

As autoridades de saúde locais tentam tranquilizar a população dizendo que "o risco de transmissão entre humanos, é considerado baixo". No entanto, a OMS (Organização Mundial da Saúde) considera que ainda não há informações suficientes sobre o vírus para tirar conclusões sobre seu modo de transmissão e seu risco.

A nova epidemia alimenta o medo do ressurgimento de um vírus altamente contagioso como o SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave), que matou cerca de 650 pessoas na China entre 2002 e 2003.

Cientistas que analisam o impacto do surto de pneumonia por causa de um vírus misterioso na China temem que o número de casos seja muito maior do que o registrado oficialmente. Na sexta-feira (17), pesquisadores do Imperial College de Londres publicaram um estudo em que estimam que mais de 1.700 pessoas podem ter se contaminado com o vírus.

Desde sexta-feira, os Estados Unidos controlam a chegada de voos de Wuhan. Já as autoridades de Hong Kong reforçaram suas medidas de detecção nas fronteiras do território autônomo, em particular com detectores de temperatura corporal.

Até agora, as viagens internas na China não foram alvo de nenhuma restrição sanitária, mas o tema é constantemente debatido na rede social mais importante da China, Weibo. "Este vírus é incrível, pode chegar ao exterior, mas permanecer confinado" em Wuhan, brincou um usuário da rede, enquanto outros suspeitam de que as autoridades estejam minimizando a gravidade da situação".
 

(Com informações da AFP)

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