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EUA e Talibã retomam negociações em Doha depois de decisão de Trump

07/12/2019 13h17

Os Estados Unidos e o Talibã retomaram, neste sábado (7), as negociações para acabar com o conflito mais longo da história de seu país. As discussões haviam sido interrompidas por três meses, a pedido do presidente americano, Donald Trump.

Os Estados Unidos e o Talibã retomaram, neste sábado (7), as negociações para acabar com o conflito mais longo da história de seu país. As discussões haviam sido interrompidas por três meses, a pedido do presidente americano, Donald Trump.

O foco da discussão será a obtenção de um acordo para reduzir a violência e a instauração de uma trégua. O Departamento de Estado americano anunciou, na quarta-feira (4), que seu emissário encarregado das negociações com o Talibã, Zalmay Khalilzad, viajaria a Doha, na Arábia Saudita, para a retomada do diálogo.

No mesmo dia, Khalilzad se reuniu em Cabul com o presidente afegão, Ashraf Ghani, e outras autoridades do país. Os americanos insistem na necessidade de um cessar-fogo, mas há diversas questões em jogo, como a divisão do poder com os talibãs, o papel de potências regionais como a Índia e o Paquistão e o destino do governo de Ghani, poderiam continuar sem solução.

Em uma mensagem destinada a favorecer as negociações, Khalilzad elogiou na terça-feira (3) as operações do Talibã contra o grupo jihadista Estado Islâmico (EI) na província de Nangarhar, na fronteira com o Paquistão.

Discussões haviam sido encerradas em setembro

No dia 7 de setembro, Donald Trump, que prometeu acabar o conflito afegão iniciado em 2001, encerrou as discussões diretas e inéditas conduzidas por Khalilzad. O projeto de acordo delineado no início de setembro previa o início da retirada progressiva de entre 13.000 e 14.000 soldados americanos, a principal reivindicação dos talibãs. Em troca, eles se comprometeriam a não realizar ataques no país e iniciariam um diálogo com o governo de Cabul, que eles consideram "ilegítimo".

Trump também cancelou um convite feito secretamente aos líderes do Talibã para encontrá-lo, após a morte de um soldado americano em um ataque em Cabul. Na época, o presidente disse que as negociações estavam "mortas e enterradas", mas depois adotou uma posição mais flexível e abriu as portas para o diálogo. Em 28 de novembro, durante uma visita ao Afeganistão para apoiar as tropas americanas no Dia de Ação de Graças, Trump finalmente anunciou a retomada das negociações.

(Com informações da AFP)

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