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Simpatizantes de Guaidó deixam embaixada da Venezuela após ocupação

13/11/2019 19h40

Brasilia/Caracas, 13 nov (EFE).- Simpatizantes de Juan Guaidó, chefe do parlamento e autoproclamado presidente em exercício da Venezuela, deixaram a embaixada do país em Brasília após ocupá-la nesta quarta-feira.

Após ficarem por 12 horas no edifício, eles aceitaram sair graças a negociações que incluíram a participação de diplomatas brasileiros.

"O grupo de pessoas que entrou violentamente na embaixada deixou nosso território e instalações pacificamente devido aos esforços das autoridades. Agradecemos aos movimentos sociais brasileiros pelo corajoso apoio", afirmou o ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, no Twitter.

Na mesma rede social, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS) também comentou o episódio.

"Saem escorraçados pela porta dos fundos, único lugar que merecem Juan Guaidó @jguaido e outros fascistas sabujos na América Latina", disse, além de postar um vídeo que mostra a saída de um grupo de pessoas usando camisas brancas.

Mais cedo, a representante de Guaidó no Brasil, María Teresa Belandria, disse em comunicado que alguns funcionários declararam na manhã de hoje que "reconhecem o presidente Juan Guaidó" e teriam entregado "voluntariamente a sede diplomática à representação legítimamente acreditada no Brasil".

Já o encarregado de negócios venezuelano no Brasil, Freddy Meregotti, alegou que a legação "foi invadida" por simpatizantes de Guaidó e ficou "sob assédio".

Do lado de fora da embaixada, partidários e opositores do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chegaram a brigar, e a Polícia Militar precisou intervir.

O incidente aconteceu no mesmo dia em que foi aberta a XVI Cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) na capital federal. O Brasil é o único membro do grupo que reconhece Guaidó como presidente "legítimo e interino" da Venezuela. EFE

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