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Nordeste e ES já têm mais de 500 praias atingidas por óleo desde agosto

5.nov.19 - Voluntária retira resíduos de óleo em praia em Lauro de Freitas, na Bahia  - ANTONELLO VENERI/AFP
5.nov.19 - Voluntária retira resíduos de óleo em praia em Lauro de Freitas, na Bahia Imagem: ANTONELLO VENERI/AFP
do UOL

Carlos Madeiro

Colaboração para o UOL, em Maceió

13/11/2019 14h39Atualizada em 14/11/2019 17h42

Resumo da notícia

  • Segundo o Ibama, no total foram afetadas 527 praias em 112 municípios
  • Último balanço mostra que são 22 praias ainda oleadas e 302 com vestígios esparsos
  • Vazamento do material já matou 97 animais
  • Foram retiradas 4.400 t de resíduos do material nos locais atingidos

As manchas de óleo já atingiram 527 praias em 112 municípios do Nordeste e Espírito Santo do dia 30 de agosto até ontem. O último relatório do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis) aponta que havia, também até ontem, 22 praias ainda oleadas e 302 com vestígios esparsos.

O derramamento de óleo já foi responsável pela morte de pelo menos 97 animais, além de outros 37 oleados. O último animal que apareceu morto foi uma tartaruga marinha, ontem, em Alagoas.

Até o momento, segundo o Ibama, foram contabilizadas cerca de 4.400 toneladas de resíduos de óleo retirados das praias. "A contagem desse material não inclui somente óleo, mas também é composta por areia, lonas, EPI e outros materiais utilizados para a coleta. O descarte é feito pelas Secretarias de Meio Ambiente dos Estados", informou a Marinha.

Para atuar no combate aos efeitos do óleo, a força-tarefa federal montada conta com 4.800 militares da Marinha, 5.000 militares do Exército, além de servidores do Ibama, 80 do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) e 440 da Petrobras. Há ainda 34 navios, 22 aeronaves e 140 viaturas.

Espírito Santo: 7 praias são atingidas por resíduos de óleo

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Nesta semana, vestígios de óleo apareceram na Bahia e no Espírito Santo. "Ontem chegou muito óleo ainda em Boipeba e Camamu. Está chegando menos, quando comparado ao grande volume que chegou, mas é muito quando comparado à praia que não teve óleo", afirmou o professor Miguel Acyoli,da UFBA (Universidade Federal da Bahia).

Ainda não se sabe a origem do óleo, mas a Polícia Federal tem o navio grego Bouboulina como o principal suspeito do derramamento. A empresa responsável pela embarcação, entretanto, nega que tenha havido qualquer incidente na viagem da Venezuela, onde pegou óleo bruto, até Singapura. Outras embarcações também são investigadas e não estão descartadas como causadoras do dano ambiental.

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