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Trump diz que G7 não lhe pediu para conter guerra comercial com a China

25/08/2019 11h23

Biarritz (França), 25 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que os demais membros do G7 não o pressionaram para que pise no freio na guerra comercial com a China.

"Ninguém me disse isso", respondeu Trump em uma breve entrevista em Biarritz, na França, onde acontece a cúpula do grupo, a uma pergunta sobre se os aliados haviam lhe pedido para conter o conflito, que está desacelerando o crescimento econômico mundial.

Após um café da manhã com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, Trump reiterou que considera "degradante" que a China fature "centenas de bilhões de dólares a cada ano" através do que ele definiu como práticas comerciais ilícitas e roubo de propriedade intelectual.

Mesmo assim, o presidente americano reconheceu que tem algumas dúvidas sobre suas decisões sobre a China e apostou pela manutenção do diálogo com o governo chinês.

A porta-voz da Casa Branca, Stephanie Grisham, divulgou uma declaração na qual lamentou que as palavras tenham sido "muito mal interpretadas" pela imprensa. "O presidente Trump respondeu de forma afirmativa, porque lamenta não ter aumentado ainda mais as tarifas".

O comunicado de Grisham foi feito após alguns veículos de imprensa americanos terem considerado que Trump tem "dúvidas" sobre o conjunto de sua política de conflito comercial com a China.

Vários líderes que participam da cúpula do G7, como o presidente da França, Emmanuel Macron, e do Conselho Europeu, Donald Tusk, pediram ontem uma trégua no conflito comercial devido aos efeitos negativos na economia global.

Na sexta-feira, Trump declarou em Washington que poderia invocar uma Lei de Emergência Nacional de 1977 para aumentar a guerra comercial com a China, e, dois dias depois, reforçou a opinião, embora tenha dito também que, "por enquanto", não tem planos de fazê-lo, pois as duas partes estão negociando "muito a sério".

"Eles querem fechar um acordo (comercial) muito mais do que eu quero. Vamos ver o que vai acontecer", afirmou. EFE

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