Topo

EUA concedem US$ 250 milhões à Ucrânia para reforçar sua segurança

2019-06-18T12:58:00

18/06/2019 12h58

Washington, 18 jun (EFE).- Os Estados Unidos concederam US$ 250 milhões à Ucrânia para que possa "reforçar" suas Forças Armadas por meio da aquisição de novos equipamentos militares e da realização de programas de treinamento, segundo informou nesta terça-feira o Pentágono.

"Esta ação reafirma a duradoura relação em matéria de defesa entre os Estados Unidos e a Ucrânia e fará com que a ajuda americana para a segurança da Ucrânia chegue a US$ 1,5 bilhão desde 2014", afirmou o Departamento de Defesa dos EUA em comunicado.

Estes "fundos de cooperação" servirão para dotar as tropas ucranianas de novos equipamentos, assim como para financiar a realização de novos programas de treinamento da Marinha e exercícios de sobrevivência do seu exército.

Entre o material que receberão os soldados ucranianos estão fuzis de franco-atirador, equipamentos de visão noturna, lança-granadas e vários dispositivos de detecção de projéteis.

"Esta cooperação em segurança é possível graças aos constantes progressos da Ucrânia na adoção de reformas institucionais fundamentais em matéria de defesa, que situam a Ucrânia na linha dos princípios euro-atlânticos", acrescentou o comunicado.

Em janeiro de 2018, o parlamento ucraniano aprovou uma nova lei de Segurança Nacional que considera que a Rússia "começou, organizou e apoiou atividades terroristas" na Ucrânia, realizou uma agressão armada contra o país e ocupa temporariamente parte do seu território utilizando unidades das Forças Armadas russas.

As províncias orientais de Donetsk e Lugansk, atualmente sob controle parcial de milícias pró-Rússia, declararam em 2014 sua independência da Ucrânia após a realização de consultas de autodeterminação que não foram reconhecidas pelo governo de Kiev nem pela comunidade internacional.

Isto levou a uma interminável guerra entre o exército e os separatistas, que nos quase quatro anos de conflito custou a vida de mais de 10.000 pessoas, entre militares e civis. EFE

Mais Notícias