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Justiça do Peru ordena prisão preventiva do ex-presidente Kuczynski pelo caso Odebrecht

2019-04-19T18:42:00

19/04/2019 18h42

Lima, 19 Abr 2019 (AFP) - Um tribunal peruano ordenou nesta sexta-feira a prisão preventiva do ex-presidente do país Pedro Pablo Kuczynski, que está internado numa clínica na capital Lima por conta de problemas cardíacos, dentro de mais uma etapa da investigação de suposta lavagem de dinheiro no escândalo Odebrecht, informou o Poder Judiciário.

"O Terceiro Juizado de Investigação Preparatória Nacional Permanente Especializado em Delitos de Corrupção de Funcionários ordena 36 meses de prisão preventiva para o ex-presidente Pedro Pablo Kuczynski, investigado por lavagem de dinheiro com agravante de participação em organização criminosa", informou através do Twitter o Poder Judiciário.

O juiz Jorge Chávez Tamariz argumentou que "há elementos convincentes para ligar Pedro Pablo Kuczynski ao crime de lavagem de dinheiro".

No caso de Gloria Kisic Wagner e José Luis Bernaola, secretária e motorista do ex-presidente, respectivamente, o juiz rejeitou o pedido de prisão preventiva por 36 meses e ordenou que os dois se apresentem regularmente à justiça.

A ordem de prisão preventiva contra Kuczynski foi apoiada pelo promotor José Domingo Pérez, que, depois de avaliar o relatório médico do ex-chefe de Estado, afirmou que não mudará o pedido inicialmente formulado para prisão domiciliar.

Kuczynski, de 80 anos, será informado da decisão do juiz na clínica de Lima, onde está internado após passar por uma intervenção cardíaca derivada de uma crise hipertensiva.

César Nakazaki, advogado de Kuczynski, informou que vai apelar da decisão por "considerá-la injusta com uma pessoa com problemas de saúde".

O Ministério Público investiga Kuczynski, Kisic e Bernaola pelo suposto crime de lavagem de dinheiro.

O bem-sucedido banqueiro de Wall Street está sendo investigado pelos pagamentos de propinas feitos pela construtora brasileira Odebrecht a duas empresas ligadas a ele quando atuava como ministro da Economia no governo de Alejandro Toledo (2001-2006).

A Odebrecht revelou no final de 2017 que havia pago quase cinco milhões de dólares por serviços de consultoria para a First Capital e a Westfield Capital.

O ex-presidente nega qualquer vínculo com a construtora.

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