Trump toma posse prometendo "rapidez e força históricas"

Donald Trump prometeu agir com "uma rapidez e força históricas" assim que tomar posse hoje como presidente dos Estados Unidos. A afirmação foi feita ontem durante um comício na Capital One Arena, em Washington. Segundo aliados, Trump deve assinar mais de cem decretos ainda hoje. Entre as medidas previstas, estão a deportação em massa de imigrantes, o aumento de tarifas de importações e a renúncia a iniciativas de combate às mudanças climáticas. Quando fizer o juramento constitucional, às 14h (horário de Brasília), o republicano se tornará o primeiro condenado a assumir a Presidência dos EUA. A cerimônia terá como convidados multimilionários do setor de tecnologia, como Elon Musk, Mark Zuckerberg e Jeff Bezos, além de líderes de direita, como o presidente da Argentina, Javier Milei, e a primeira-ministra da Itália, Georgia Meloni. A embaixadora em Washington, Maria Luiza Viotti, deverá representar o Brasil.
Hamas e Israel libertam os primeiros reféns
Israel anunciou hoje ter libertado 90 prisioneiros palestinos - 69 mulheres e 21 adolescentes homens - em troca das três reféns israelenses libertadas ontem pelo Hamas, como parte do acordo de cessar-fogo na Faixa de Gaza que entrou em vigor nesse domingo. Romi Gonen, Emily Damari e Doron Steinbrecher, com idades entre 24 e 31 anos, chegaram ontem a Tel Aviv e passaram por avaliações médicas no hospital Sheba, o maior de Israel. As ex-prisioneiras e prisioneiros palestinos foram recebidos com festa na Cisjordânia. Um dirigente do Hamas disse à agência de notícias France Presse que a próxima leva de libertação de reféns está prevista para sábado. Desde ontem, milhares de palestinos estão voltando para o que restou de suas casas depois de 15 meses de intensos bombardeios. Ahmad al Balawi, morador de Rafah, no sul da Faixa de Gaza, descreveu a cidade como "corpos em decomposição, escombros e destruição por toda parte".
TikTok volta ao ar nos EUA após fala de Trump
O TikTok voltou a funcionar ontem nos Estados Unidos após Donald Trump ter dito que baixaria um decreto logo após sua posse hoje revogando a lei que proíbe o aplicativo nos EUA. A Byte Dance, empresa chinesa dona do app, havia tirado o TikTok do ar no sábado, véspera da entrada da lei em vigor. A norma, aprovada pelo Congresso americano com apoio dos partidos Democrata e Republicano, exige a venda do TikTok para uma empresa americana, por medo de que o governo chinês possa usá-lo para colocar a segurança dos EUA em risco. Não está claro se, mesmo como presidente, Trump tem poderes para suspender a lei, mas ele também disse que não vai exigir o seu cumprimento. Na volta ao ar, o TikTok exibiu ao seus usuários uma mensagem de agradecimento a Trump. O CEO da empresa foi convidado e é esperado na cerimônia de posse do republicano.
Confrontos deixam 89 mortos na Colômbia
Cerca de 80 pessoas foram mortas e cinco mil, deslocadas, em quatro dias de confrontos no norte da Colômbia, entre o Exército de Libertação Nacional (ELN) e integrantes das Farcs que não assinaram o acordo de paz com o governo em 2016. A estimativa é do governador do departamento de Norte de Santander, William Villamizar. Os dois grupos se enfrentam pelo controle de Catatumbo, uma região estratégica para o tráfico de drogas. Em outra região, nove pessoas morreram em confrontos entre o ELN e o Clã do Golfo, o maior cartel de drogas da Colômbia. No final da semana passada, o presidente Gustavo Petro suspendeu o diálogo com o ELN, acusando o grupo de crimes contra a humanidade. A pouco mais de um ano das próximas eleições, a crise é mais um desafio para Petro, que chegou ao poder em 2022 com a promessa de obter a "paz total" por meio de negociações com o ELN e outros grupos armados.
Aliados de presidente preso invadem tribunal na Coreia
Centenas de apoiadores do presidente preso da Coreia do Sul invadiram um prédio do tribunal de justiça na madrugada de ontem em protesto contra a extensão da detenção de Yoon Suk Yeol. Os manifestantes dispararam extintores de incêndio contra policiais, invadiram o prédio e destruíram instalações. 46 pessoas foram presas depois que a polícia conseguiu conter a violência. Yoon foi preso na quarta-feira por se recusar a depor no processo em que é acusado de insurreição por tentar impor a lei marcial ao país e mandar o Exército invadir o Congresso. A punição para o crime pode ser a pena de morte. Yoon foi afastado do cargo pelo parlamento, mas seu impeachment ainda precisa ser ratificado pelo tribunal superior. Nesta segunda, o Banco Central reduziu a expectativa de crescimento da economia do país para este ano de 1,9% para entre 1,6% e 1,7%, devido à crise política.
Davos na era dos multimilionários
Com o tema "colaboração na era inteligente" e participação de mais de 60 chefes de Estado e do governo, segundo os organizadores, começou hoje o Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. O Brasil será representado pelo ministro das Minas e Energia, Alexandre Silveira. O evento ocorre em meio ao debate sobre a influência dos multimilionários na esfera pública, exemplificada pela eleição de Donald Trump e por sua aliança com empresários do setor de tecnologia. Segundo a ONG britânica Oxfam, a fortuna dos bilionários "cresceu 2 trilhões de dólares" no ano passado, um aumento três vezes maior que no ano anterior, alcançando US$ 15 trilhões. O número está no relatório anual da entidade sobre desigualdade, divulgado às vésperas do fórum. No relatório, a ONG também alertou que "é provável que as políticas defendidas pelo presidente Trump façam disparar a desigualdade".