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1 mês

Biden negocia intensamente com democratas para salvar agenda ambiciosa

19/10/2021 20h37

Washington, 19 Out 2021 (AFP) - Os democratas expressaram um certo otimismo nesta terça-feira, após negociações intensas com o presidente Joe Biden para salvar sua agenda multimilionária no Congresso das disputas internas do partido.

Dois grandes projetos de lei estão em jogo: um pacote de infraestrutura envolvendo US$ 1,2 trilhão e uma segunda proposta, ainda maior, para ampliar a rede de seguro social.

Biden espera que esses sejam os eixos do seu legado ao país, mas as disputas internas entre os democratas moderados, que resistem aos montantes dos gastos, e a esquerda progressista, que pressiona ainda mais, ameaçam deixá-lo de mãos vazias.

O presidente conversou hoje na Casa Branca com representantes de ambos os lados do debate, e visitará amanhã Scranton, cidade operária da Pensilvânia onde nasceu, para promover seus projetos.

"Hoje ele passou cada minuto do seu dia reunindo-se com membros do Congresso. Acredito que isso seja um reflexo da urgência que sente", destacou a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki. "Nosso esforço é continuar progredindo", disse. "Aqui estamos nos aproximando das etapas finais. Estamos trabalhando para chegar a um acordo".

O aumento dos esforços parece produzir algum movimento, após semanas de impasse. "Estamos nos sentindo bem", comentou a congressista Pramila Jayapal, líder da ala progressista na Câmara dos Representantes, após uma reunião de duas horas com Biden.

O líder da maioria no Senado, Chuck Schumer, mostrou-se otimista após um almoço com colegas democratas e disse que há um "acordo universal" para se chegar a um pacto, e que isso deve ocorrer "esta semana".

- Contraproposta de Biden -

Biden havia promovido originalmente um projeto de lei de gastos sociais de US$ 3,5 trilhões, o que foi considerado muito para os democratas moderados, liderados pelos senadores Joe Manchin e Kyrsten Sinema. A oposição deles é suficiente para derrubar a iniciativa de Biden no Senado, onde os democratas precisam de cada um de seus votos para que qualquer iniciativa seja aprovada.

Biden reuniu-se com os dois primeiramente, e também com grupos de legisladores democratas moderados e de esquerda, em duas reuniões em separado. Manchin disse que só aceitará até 1,5 trilhão de dólares para o projeto de lei de gastos sociais, que, segundo Biden, abordará as desigualdades fundamentais através da expansão da educação e do cuidado infantil gratuitos.

Após a reunião, Pramila Jayapal informou que a contraproposta de Biden é de 1,9 trilhão a 2,2 trilhões de dólares. "É para isso que ele trabalha para ter todos a bordo."

Com Joe Manchin bloqueando até o momento o projeto de lei maior, a ala progressista na Câmara dos Representantes respondeu bloqueando a aprovação de um projeto de lei em separado, de 1,2 trilhão de dólares, para melhorar a infraestrutura americana, um desejo da maioria dos democratas e também de um número significativo de republicanos.

Embora as duas partes ainda estejam publicamente em desacordo, ameaçando arruinar a maior parte da agenda doméstica de Biden, Jen Psaki mostrou-se otimista: "Nosso objetivo é progredir. Com base nas reuniões da manhã e em nossas expectativas para as reuniões da tarde, esperamos que ocorra exatamente isso. Logo chegará o momento de avançar e cumprir a promessa ao povo americano."

sms/st/ag/lda/mvv/lb

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