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15 dias

Japão protesta contra ordem judicial sul-coreana de venda de ativos para compensações de guerra

28/09/2021 06h08

Seul, 28 Set 2021 (AFP) - O Japão protestou nesta terça-feira (28) contra uma ordem emitida por um tribunal sul-coreano para a venda de bens apreendidos da nipônica Mitsubishi Heavy Industries para compensar os trabalhadores forçados durante a Segunda Guerra Mundial.

Japão e Coreia do Sul são democracias, economias de mercado e aliados dos Estados Unidos, mas a relação bilateral foi tensa por décadas em consequência do período colonial japonês na península coreana de 1910 a 1945.

Neste período, quase 780.000 coreanos foram submetidos a trabalhos forçados, de acordo com Seul, sem incluir as mulheres obrigadas a servir de escravas sexuais para as tropas japonesas.

A Corte do Distrito de Daejon ordenou na segunda-feira que duas patentes e duas marcas registradas da Mitsubishi devem ser vendidas para indenizar duas mulheres de mais de 90 anos que entraram na justiça, informou a agência sul-coreana de notícias Yonhap.

Desta maneira, o tribunal espera arrecadar o suficiente para pagar a cada vítima o equivalente a 176.700 dólares em compensações e juros, segundo a agência.

Esta é a primeira vez que um tribunal sul-coreano ordena a venda de bens corporativos japoneses em um processo de trabalho forçado da Segunda Guerra Mundial.

Em resposta, o porta-voz do governo japonês, Katsunobu Kato, considerou a resolução sul-coreana uma "clara violação do direito internacional".

"A parte japonesa solicitou de modo veemente à parte sul-coreana, durante a noite (segunda-feira) em Seul e esta manhã em Tóquio, a adoção de medidas apropriadas imediatamente", completou.

Um tratado de 1965 permitiu o restabelecimento de laços diplomáticos entre Seul e Tóquio, e incluiu um pacote de reparação de 800 milhões de dólares em contribuições e empréstimos facilitados, e estabeleceu que as demandas entre os países e seus cidadãos estavam "resolvidas completa e definitivamente".

Tóquio insiste que este acordo acaba com o direito das vítimas de apresentar demandas.

"A empresa relevante vai apelar imediatamente contra a decisão sul-coreana", disse Kato.

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