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ONU pede fim do embargo a Cuba, com oposição de EUA e Israel

24/06/2021 04h25

Nações Unidas, 23 jun (EFE).- A Assembleia Geral da ONU voltou a pedir nesta quarta-feira o fim do embargo americano contra Cuba com a aprovação de uma resolução que contou com a oposição de Estados Unidos e Israel.

Após um ano de pausa por causa da pandemia, Cuba voltou a levar às Nações Unidas sua habitual denúncia do embargo, que desde 1992 vem sendo aprovada com grande apoio da comunidade internacional.

Desta vez, o texto teve 184 votos a favor, dois contra (EUA e Israel) e três abstenções (Colômbia, Ucrânia e Emirados Árabes).

Em 2019, na última vez que o pedido foi votado, o texto recebeu o apoio de 187 dos 193 Estados-membros, mas com um voto contra a mais, do Brasil, que agora não se pronunciou.

Ao apresentar a resolução, o ministro das Relações Exteriores cubano, Bruno Rodríguez, acusou os EUA de se aproveitarem da pandemia de covid-19 para aumentar a pressão sobre Cuba.

"O governo dos Estados Unidos assumiu o vírus como um aliado na sua impiedosa guerra não convencional, intensificou deliberada e oportunisticamente o bloqueio econômico, comercial e financeiro; e causou ao país perdas recorde de cerca de US$ 5 bilhões", disse Rodríguez perante a Assembleia Geral.

Ao todo, Cuba alega que o embargo causou prejuízos de US$ 9,157 bilhões ao país no ano passado, de longe o valor mais alto já registrado pelas autoridades cubanas desde que as sanções foram impostas, há quase seis décadas.

Nos últimos meses, o governo cubano realizou uma intensa campanha de denúncia do embargo, endurecido pelo ex-presidente americano Donald Trump com novas sanções durante o recente mandato de quatro anos.

Em uma tentativa de asfixiar a economia de Cuba, Trump estabeleceu medidas para dificultar ainda mais as transações econômicas e a chegada de turistas americanos e, além disso, incluiu o país na lista de patrocinadores do terrorismo.

O governo de Joe Biden, entretanto, prometeu rever estas ações, mas, por agora, deixou claro que não vê a questão cubana como uma prioridade.

Na reunião desta quarta-feira, a delegação dos EUA defendeu as sanções como um "instrumento legítimo" de política externa e salientou o seu apoio à luta pela "liberdade" dos cubanos.

Enquanto a Assembleia Geral se reunia, um grupo de opositores cubanos se reuniu em frente à sede da ONU para exigir a libertação de prisioneiros políticos.

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