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Maduro conversa com presidente eleito do Irã, Ebrahim Raisi

24/06/2021 04h29

Caracas, 23 jun (EFE).- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, conversou por telefone nesta quarta-feira com o presidente eleito do Irã, o clérigo ultraconservador e chefe do judiciário Ebrahim Raisi, na qual disse que eles concordaram em estreitar os laços entre os países.

"Tive uma conversa por telefone com Seyed Ebrahim Raisi, presidente eleito da República Islâmica do Irã. Concordamos em fortalecer nossos laços de irmandade e cooperação para avançar na luta conjunta contra as agressões imperiais contra nossos povos", escreveu Maduro, em sua conta do Twitter.

No último sábado, o governo venezuelano saudou a eleição de Raisi e felicitou o povo iraniano pelo "desenvolvimento impecável, democrático e participativo" das eleições realizadas um dia antes.

Em seguida, o governo venezuelano disse ao presidente eleito iraniano que tem com o "apoio incondicional" de Maduro "e da revolução bolivariana" para aprofundar "ainda mais" as relações entre os dois países e "assim enfrentar as batalhas pela justiça social, dignidade e soberania".

Raisi obteve uma vitória confortável e esperada com 61,9% dos votos nas eleições presidenciais iranianas, mas a participação eleitoral foi excepcionalmente baixa para os padrões do país.

O triunfo de Raisi foi dado como certo porque seus adversários não acreditavam na credibilidade do pleito, o que também influenciou na falta de interesse por parte da população.

Conforme anunciado em entrevista coletiva pelo Ministro do Interior iraniano, Abdolreza Rahmani Fazli, o presidente eleito obteve 17.926.345 de um total de 28.933.004 votos, ou seja, 61,9%.

Dos 59 milhões de iranianos convocados às urnas, apenas 48,8% compareceram, o número mais baixo de todas as eleições presidenciais realizadas desde o triunfo da Revolução Islâmica em 1979.

O Irã é um dos principais aliados do governo Maduro no mundo e, seus laços, se estreitaram ainda mais em 2020, quando a Venezuela atravessou uma forte escassez de gasolina e os sul-americanos foram à nação persa comprar combustível.

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