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Castillo lidera pesquisa presidencial no Peru contra Fujimori

17.abr.2021 - Manifestantes seguram cartazes contra os candidatos presidenciais do Peru Pedro Castillo e Keiko Fujimori, que se enfrentarão no segundo turno - Sebastian Castaneda/Reuters
17.abr.2021 - Manifestantes seguram cartazes contra os candidatos presidenciais do Peru Pedro Castillo e Keiko Fujimori, que se enfrentarão no segundo turno Imagem: Sebastian Castaneda/Reuters

Da AFP, em Lima

16/05/2021 17h53

O candidato de esquerda Pedro Castillo supera as intenções de voto de Keiko Fujimori, da direita, para a eleição presidencial de 6 de junho no Peru, de acordo com uma pesquisa divulgada neste domingo (16).

Castillo, um professor de escola rural, concentra 40% das intenções de voto, enquanto Keiko Fujimori, filha do ex-presidente preso Alberto Fujimori, tem 37% das preferências, segundo pesquisa do Ipsos, três semanas antes da votação.

A sondagem, a terceira realizada pela Ipsos desde o primeiro turno em 11 de abril, indicou que 14% votariam em branco ou nulo, enquanto 9% não especificaram sua opção eleitoral.

Castillo caiu três pontos percentuais e Fujimori subiu três em comparação com a pesquisa realizada em 30 de abril.

"Não há mais favorito, qualquer um dos dois pode vencer. A campanha se torna muito mais disputada", disse Alfredo Torres, diretor da Ipsos, ao jornal El Comercio.

A pesquisa questionou 1.205 pessoas nos dias 13 e 14 de maio, com margem de erro de 2,8%.

"Não estou preocupado com as pesquisas (...) Estou preocupado com o Peru, estou preocupado com o país", disse Castillo em coletiva de imprensa.

O candidato do partido Peru Libre venceu o primeiro turno com 18,92% dos votos, enquanto Keiko Fujimori, do Fuerza Popular, ficou em segundo lugar com 13,40%.

Fujimori, de 45 anos, defende o livre mercado, enquanto Castillo, de 51, é a favor de um papel ativo do Estado na economia, inclusive com estatizações.

Apesar de suas diferenças, os dois candidatos concordam em algumas questões: são contra o aborto, defendem a família tradicional, não dão importância aos direitos da comunidade LGTB e rejeitam a abordagem das questões de gênero nas escolas.

O próximo presidente assumirá o poder em 28 de julho, substituindo o presidente interino Francisco Sagasti, e terá o desafio de acabar com a fragmentação e a instabilidade política dos últimos cinco anos.

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