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15 dias

Após ato pró-governo, ruralistas doam comida a programa ligado a Michelle

Ruralistas entregaram alimentos ao casal Bolsonaro no Palácio da Alvorada - Reprodução
Ruralistas entregaram alimentos ao casal Bolsonaro no Palácio da Alvorada Imagem: Reprodução
do UOL

Do UOL, em Brasília

16/05/2021 14h17Atualizada em 16/05/2021 14h44

Após promoverem um ato pró-governo ontem na Esplanada dos Ministérios, ruralistas doaram alimentos ao programa Pátria Voluntária, encampado pela primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Segundo postagem de Bolsonaro no Facebook, a doação aconteceu hoje no Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência em Brasília, onde mora a família presidencial.

A legenda da publicação afirma que foram "dezenas de toneladas" de alimentos. Procurada pela reportagem, a Presidência não soube informar a quantidade exata e informou que buscaria o dado junto ao Pátria Voluntária, voltado a ações de voluntariado.

Ao lado de representantes de ala dos ruralistas, do deputado federal Major Vitor Hugo (PSL-GO) e de Michelle Bolsonaro, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar medidas de restrição de circulação de pessoas e de isolamento social.

"O homem do campo, que não parou durante a pandemia, alimenta o nosso país bem como mais de um bilhão de pessoas mundo afora. Então, só temos a agradecer a todos vocês por essa doação de dezenas de toneladas para os mais necessitados. O nosso governo, em momento nenhum, fechou nada, fechou comércio ou destruiu empregos", afirmou.

"De modo que, essas pessoas que ficaram desempregadas estão sendo atendidas agora por vocês neste momento difícil de uma transição para a normalidade. Parabéns ao agro e obrigado todos vocês", acrescentou.

Sem máscara em ato, Bolsonaro volta a falar em fraude nas eleições

Ontem no ato na Esplanada, o presidente Jair Bolsonaro disse que "sem voto auditável" o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vencerá as eleições de 2022 "pela fraude". Mais uma vez, Bolsonaro participou de um evento com aglomeração sem usar máscara e voltou a criticar as medidas de isolamento social para o enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

"Se tiraram da cadeia o maior canalha da história do Brasil, se para esse canalha foi dado o direito de concorrer, o que me parece é que, se não tivermos o voto auditável, esse canalha, pela fraude, ganha as eleições do ano que vem. Não podemos admitir um sistema eleitoral que é passível de fraude", disse Bolsonaro.

Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o processo de voto eletrônico já passa por auditoria. O tribunal afirma que, desde 2002, quando a auditoria passou a ser feita em todos os estados, o processo nunca apontou falhas que pudessem alterar os resultados das eleições.

Pesquisa Datafolha divulgada esta semana mostrou que Lula lidera a corrida eleitoral de 2022. Em um possível segundo turno contra Bolsonaro, o ex-presidente tem 55% de intenção de voto, contra 32% do atual chefe do Executivo.

O ato e a fala de Bolsonaro acontecem também em momento em que a CPI da Covid, no Senado, investiga ações e eventuais omissões do governo federal em meio à pandemia.

Após contar com xingamentos e até ameaça de prisão nos últimos dias, a CPI da Covid deve ter uma semana ainda mais nervosa com os depoimentos do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello e do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo.

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