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Primeiro-ministro japonês envia oferenda a polêmico santuário de Yasukuni

Oferenda ritual enviada pelo primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga ao santuário shinto Yasukuni, em Tóquio - STR/Jiji Press/AFP
Oferenda ritual enviada pelo primeiro-ministro japonês Yoshihide Suga ao santuário shinto Yasukuni, em Tóquio Imagem: STR/Jiji Press/AFP

AFP

21/04/2021 00h22Atualizada em 21/04/2021 06h30

O primeiro-ministro japonês, Yoshihide Suga, enviou uma oferenda ritual ao santuário shinto Yasukuni, no coração de Tóquio, nesta quarta-feira (21), um lugar altamente controverso, pois é considerado por muitos um símbolo do passado militarista do Japão.

O antecessor de Suga, Shinzo Abe, que renunciou no ano passado devido a problemas de saúde, visitou Yasukuni pessoalmente nesta quarta-feira para o festival de primavera do santuário, confirmou um porta-voz do centro à AFP.

Yasukuni homenageia a memória de quase 2,5 milhões de soldados mortos em conflitos desencadeados pelo Japão entre o final do século XIX e 1945.

Mas o local também homenageia a memória de altos oficiais e políticos japoneses condenados por crimes de guerra pelos Aliados após a Segunda Guerra Mundial.

Da mesma forma, o respeito que os legisladores japoneses contemporâneos têm por este santuário irrita Pequim e Seul, já que a China e a península coreana estavam sob o domínio de Tóquio durante a primeira metade do século XX.

Shinzo Abe havia sido o último primeiro-ministro japonês a visitar pessoalmente Yasukuni, em 2013.

Sua visita indignou a China e a Coreia do Sul, e foi criticada pelos Estados Unidos, apesar de ser um grande aliado do Japão.

Abe o visitou várias vezes desde que deixou o cargo em setembro de 2020.

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