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1 mês

RS: Escolha de leitos é por gravidade do paciente, diz autoridade de saúde

O diretor do Departamento de Regulação Estadual da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, Eduardo Elsade - Reprodução/RBS TV
O diretor do Departamento de Regulação Estadual da Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, Eduardo Elsade Imagem: Reprodução/RBS TV
do UOL

Do UOL, em São Paulo

04/03/2021 14h19

O diretor do Departamento de Regulação Estadual da secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul, Eduardo Elsade, disse hoje que o estado "tem mais gente precisando de atendimento do que a nossa capacidade instalada" e admitiu que a escolha dos pacientes para atendimento tem sido por gravidade do caso. A taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) chegou a 100%.

Ele destacou que o sistema de saúde "está quase no seu máximo". "A gente está sob o plano de emergência hospitalar, que foi organizado já desde o início do ano passado, a gente esperava não chegar nesse momento, mas chegamos", disse ele em entrevista à RBS TV.

"(...) Praticamente já se esgotaram as possibilidades de transferências ou de internações de leitos regulados com leitos de UTI livres. Se utiliza fluxos das emergências dos hospitais para colocar os pacientes mais graves, mas já não se tem sobra de oferta para que a gente consiga fazer esse fluxo organizado, com leito reservado para paciente transferido para dentro de uma UTI", acrescentou.

Se faz uma escolha por gravidade. Hoje a nossa lista para leitos de UTI na última vez que eu vi estava em 135 pacientes aguardando Eduardo Elsade sobre leitos

Ele explicou que o escalonamento de gravidade dos pacientes é feito por cores: amarelo, laranja e vermelho. "A gente ainda consegue encaminhar os pacientes vermelhos para dentro dos hospitais, mas os outros a gente fica manejando em unidades de pronto atendimento, leitos de emergência nos hospitais, e esse vai ser o manejo da crise provavelmente daqui até que se consiga controlar esse momento da epidemia."

Questionado sobre o tempo de espera por uma vaga, ele explicou que varia, mas que já aconteceram casos em que as pessoas morreram aguardando uma transferência para o leito de UTI.

"Casos mais graves a gente tenta transferir imediatamente e depende da região, depende das condições de transporte do paciente, tem casos que, quando chega o pedido, o paciente não tem mais condição de transporte. Às vezes, está numa região em que a oferta é mais difícil, que o paciente tem que viajar para mais longe. Essas dificuldades, nesse período da epidemia, elas acontecem. Ainda não numa escala grande, mas, pontualmente, a gente já teve pacientes que faleceram aguardando remoção para um leito de UTI", diz.

O diretor afirmou que a nova variante "pegou todo mundo de surpresa" e pediu para que a população siga com as medidas de distanciamento e obedeça as restrições impostas para evitar a disseminação do coronavírus.

Diante de taxas recordes de ocupação dos leitos nas UTIs, a secretaria determinou ampliação imediata dos leitos clínicos em hospitais de todo o estado. Um ofício foi produzido e encaminhado aos hospitais para que ofertem, no mínimo, 50% dos seus leitos clínicos para tratar pacientes com covid-19. Com isso, a pasta espera aumentar para 11 mil a disponibilidade de leitos clínicos no estado — na terça (2) havia 6.456 leitos clínicos covid disponíveis.

Ao todo, o Rio Grande do Sul registra 657.509 casos de covid-19 e 12.833 óbitos em decorrência da doença.

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