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Morte de negros: Trump fala em lei e ordem; Biden chama oponente de racista

do UOL

Do UOL, em São Paulo

29/09/2020 23h47

No primeiro debate das eleições norte-americanas, realizado hoje em Cleveland (Ohio), o presidente Donald Trump voltou a afirmar, em meio às discussões sobre os protestos antirracistas no país, que "acredita na "lei e na ordem" e que os "democratas e a esquerda radical" não acreditam nesta abordagem.

Em sua argumentação durante a campanha, ele tem atribuído a Biden o risco de trazer "ainda mais caos" aos EUA ao apoiar os manifestantes. Já Biden acusa Trump de incitar ódio contra os manifestantes e visitou a família de Jacob Blake, homem negro baleado pela polícia.

Trump afirmou que estados como Florida, Texas, Ohio e a cidade Portland estavam o apoiando em suas posições contrárias às manifestações. Ele chegou a chamar os manifestantes antifascistas de "terroristas", termo que repetiu na discussão hoje.

Os EUA vivem uma série de manifestações contra o racismo e a violência policial desde a morte de George Floyd, homem negro assassinado por um policial branco em maio na cidade de Minneapolis. A igualdade racial e as questões que envolvem os afro-americanos foram um dos tópicos selecionados para o debate de hoje.

Portland figurou nos noticiários como peça central nas discussões sobre as manifestações. A cidade foi palco da morte de um apoiador de Trump em meio a um protesto antirracismo no final de agosto. De acordo com o jornal The New York Times, o homem foi baleado no peito e usava um chapéu com o símbolo de um grupo neonazista.

À época, Biden, que defende os protestos, afirmou que "condena todo tipo de violência feita por qualquer um, sejam de direita ou de esquerda".

Trump disse que, em Chicago e Seattle (que também registraram manifestações contra o racismo), "as pessoas se renderam e trouxemos a ordem". Biden respondeu afirmando que os democratas "nunca fugiram da tentativa de dar uma situação de igualdade para todos os americanos, nunca conquistamos isso, mas não fugimos do desafio".

"Quando o sr. Floyd morreu, houve um protesto pacífico em frente à Casa Branca. O que ele [Trump] fez? Saiu de seu bunker e pediu que as Forças Armadas jogassem bombas de gás para que ele tirasse uma foto com uma Bíblia. A própria igreja disse que aquilo era uma desgraça. Tudo o que ele quer fazer é dividir as pessoas, e não unificá-las. Ele usa tudo como uma isca para gerar divisão e racismo", disse Biden.

Biden também citou o caso de Breonna Taylor, morta após uma ação policial em Louisville, no Kentucky. Ela tinha 26 anos e era técnica de emergência médica. Um único policial branco fora indiciado pelo crime.

"A maioria dos policiais são homens e mulheres decentes, saem às ruas para nos defender todos os dias. Mas as maçãs podres, quando encontradas, precisam ser retiradas e responsabilizadas. O que vou fazer como presidente é reunir um grupo de pessoas na Casa branca, desde grupos de direitos civis até policiais, e descobrir como resolver isso."

Durante o bloco, Trump disse, ainda, que, em Seattle "eles ouviram que estávamos indo no dia seguinte" e se renderam. "Nós recuperamos Seattle, em Minneapolis. Nós recuperamos, Joe, porque acreditamos na lei e na ordem", afirmou.

Contudo, foi o governador do estado, Tim Walz, quem autorizou uso total da Guarda Nacional na região três dias após a morte de George Floyd. Essa foi a primeira vez que as forças foram mobilizadas nessa proporção desde a Segunda Guerra Mundial, informou a instituição no Twitter. "Estamos 'todos dentro' para restaurar a ordem".

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