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Trump acredita ser possível ter uma vacina contra Covid-19 até as eleições

06/08/2020 18h25

Washington, 6 ago (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira que uma vacina contra o novo coronavírus poderá estar disponível quando foram realizadas as próximas eleições gerais no país, programadas para 3 de novembro, nas quais ele está concorrendo à reeleição.

"Antes do final do ano, ou poderá ser muito mais cedo", disse Trump, em uma entrevista de rádio com o jornalista conservador Geraldo Rivera na estação "WTAM 1100", de Ohio, em resposta a uma pergunta sobre quando haverá uma vacina para a Covid-19.

Antes dessa resposta, Rivera perguntou: "Antes de 3 de novembro?", ao que o presidente respondeu: "Penso que em alguns casos, sim, possivelmente mais cedo, mas por volta desta data".

"Temos grandes empresas, fantásticas, essas são as melhores empresas do mundo", disse Trump, lembrando que outros países também estão à procura de uma vacina.

"Vamos ver como eles se saem. Eu estou com eles, quem quer que consiga uma", afirmou.

Em outro momento da entrevista, Trump disse que sua única intenção é salvar vidas.

"Eu só quero salvar vidas, ou seja, estou com pressa e estou pressionando todos. Se houvesse outro presidente que não fosse eu, estaríamos conversando sobre uma vacina durante dois anos", acredita.

"Mas não faço pelos votos, mas porque é a coisa certa a se fazer", completou Trump.

As declarações do presidente contrastam com as representantes de seu governo que declararam que a vacina contra a Covid-19 poderia estar pronta até o final do ano ou no início de 2021.

O epidemiologista da Casa Branca, Anthony Fauci, indicou que a vacina provavelmente não estará amplamente disponível para todos os americanos até 2021.

O presidente garantiu que a economia se recuperará logo que houver uma vacina. "Vamos ter vacinas muito em breve, teremos tratamentos muito em breve", previu Trump.

Os Estados Unidos são o país mais afetado pela Covid-19 no mundo, com mais de 4,8 milhões de casos detectados e mais de 158,6 mil mortes.

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