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RJ terá reabertura parcial de pontos turísticos e esporte coletivo na praia

26.jun.2020 - Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), durante entrevista coletiva - SAULO ANGELO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
26.jun.2020 - Prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), durante entrevista coletiva Imagem: SAULO ANGELO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
do UOL

Gabriel Sabóia

Do UOL, no Rio

16/07/2020 13h07Atualizada em 16/07/2020 14h32

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (Republicanos), anunciou hoje o início da fase 4 de flexibilização da quarentena. Os pontos turísticos da capital fluminense voltam a funcionar, a partir de amanhã (17) com um terço das suas capacidades e distanciamento mínimo de 4 m² por pessoa.

Esportes coletivos, como vôlei, futebol e futevôlei, voltam a ser permitidos nas areias das praias cariocas de segunda a sexta-feira —a proibição se mantém nos finais de semana. O prefeito também informou que serão instalados "micropolos" com bloqueios para inibir aglomerações em quatro áreas que concentram bares e restaurantes.

As aulas para as turmas de pré-escolas e 1º e 2º ano do ensino fundamental, que voltariam nesta fase da flexibilização, no entanto, seguem suspensas até ao menos 3 de agosto.

Crivella afirmou que o adiamento da volta às aulas se deve, em parte, a pesquisas de opinião que apontaram que o regresso não seria bem visto.

"As curvas [de evolução da covid-19] estão dentro do previsto. Porém, nós estamos avaliando que, nessa situação se transporte e de segurança, nós precisamos adiar um pouquinho [a volta às aulas]. Tivemos um número crescente de multas, o que não gostamos, e estamos ouvindo a opinião pública: 60% das pessoas que ouvimos acham prematuro abrir as escolas", afirmou o prefeito.

Polos de bloqueios em 4 áreas de bares

Crivella anunciou a criação de "micropolos" com bloqueios em quatro pontos da cidade conhecidos por aglomerações de pessoas devido à reabertura de bares e restaurantes. A avenida Olegário Maciel, na Barra da Tijuca, a rua Dias Ferreira, no Leblon, a praça Vanhargem, na Tijuca, e a rua Nelson Mandela, em Botafogo, terão barreiras para restringir o fluxo de pessoas.

"A gente sabe que nesses polos a população está tendo um comportamento de aglomeração maior, e a gente precisa de uma fiscalização mais incisiva para não atrapalhar a atividade de bares e restaurantes", disse Flávio Graça, superintendente de fiscalização da vigilância sanitária.

O prefeito ressaltou a importância do uso de máscaras e o distanciamento social. "As medidas de uso da máscara, afastamento social e uso de álcool gel têm feito com que as curvas caiam, de uma maneira vertiginosa. Isso nos deixa muito feliz", garantiu.

O comércio de rua passa a poder funcionar com 2/3 da capacidade e respeitando o distanciamento de 4 m² por pessoa —antes, a restrição era de 50% da capacidade. As feiras de artesanato também poderão ser reabertas, desde que seja respeitado o número limite de 50% do número original de barracas. As piscinas dos clubes também estão autorizadas a reabrir para a prática de natação.

Queda no número de mortes

Segundo dados do Ministério da Saúde, a cidade do Rio registrou até ontem 7.500 óbitos e 65.489 casos confirmados de covid-19.

Nas últimas semanas, o estado do Rio de Janeiro registrou queda no número de mortes e de pessoas infectadas. A redução se concentrou na capital fluminense.

Apesar da curva descendente, especialista ouvido pelo UOL alertam para o risco de o atual afrouxamento do isolamento social —com bares e transporte público lotados— causar nova onda da doença.

"Há a possibilidade de enfrentarmos uma segunda onda da doença no Rio, com pessoas indo a bares e sem adotar cuidados para prevenir o contágio. A falta de testes para monitorar o avanço da doença também dificulta o rastreamento de casos, que podem subir rapidamente", afirma o pesquisador da Fiocruz, Diego Ricardo Xavier.

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