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Fernando Vilela, da Rappi: "Máximo de personalização é a chave do jogo"

do UOL

Renato Pezzotti

Colaboração para o UOL, em São Paulo

09/07/2020 04h01

Fernando Vilela, diretor de estratégia do Rappi, é o entrevistado do podcast Mídia e Marketing, publicado esta semana. Na entrevista, Fernando conta bastidores do crescimento do aplicativo de delivery no Brasil, explica como funciona o aplicativo e fala sobre a estratégia de marketing da empresa no país.

Segundo o executivo, o aplicativo já chega a 65 cidades do Brasil —e cresceu cerca de 300% nos últimos meses. "Já vínhamos nos preparando desde janeiro para a mudança do comportamento da demanda. Quando o coronavírus chegou de forma mais acentuada, já tínhamos uma série de protocolos rodando. Isso possibilitou mostrar novas verticais (de venda) ao nosso usuário", diz Fernando (no arquivo acima, o trecho está a partir de 00:50).

"Usamos os dados para buscar o máximo de personalização possível para ter o que você espera, o que você busca. Essa é a chave do jogo. Estamos lançando o e-commerce forte também, para entregas no mesmo dia. Na pandemia, o que mais mudou foi o mix entre restaurantes, supermercados e farmácias, que são os principais parceiros hoje em dia. Mas entre os restaurantes, por exemplo, cada bairro tem o seu forte" (a partir de 17:45).

Na semana passada, o aplicativo sofreu, ao lado de Uber e iFood com uma paralisação de um dia por parte dos entregadores. Fernando também aborda o tema. "Tivemos um crescimento de 160% no número de entregadores pré e pós-covid-19. Precisamos equilibrar os elos da cadeia. Temos que corrigir o [sistema] o tempo todo. O bacana de ser uma plataforma é que nenhum elemento, nenhum elo pode estar mal, senão o sistema não se equilibra. Precisamos entender quais são as dores dos entregadores, também" (a partir de 13:41).

A startup, criada na Colômbia, chegou ao Brasil em meados de 2017. O executivo conta um pouco como foi a construção da marca no Brasil.

"Quando você não tem grana para investir, tem que ser 'guerrilheiro', entender o que de fato chama atenção. A gente desde o começo foi muito agressivo na mochila do motoboy. Se todo motoboy tiver a mochila da Rappi, as pessoas no mínimo vão ficar curiosas. Depois focamos muito nos influenciadores e em estratégia de PR (relações públicas)" (a partir de 21:23).

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