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Ex-ministro Weintraub aguardará mais um mês para eleição ao Banco Mundial

18.jun.2020 - Jair Bolsonaro e Abraham Weintraub - Reprodução/Facebook
18.jun.2020 - Jair Bolsonaro e Abraham Weintraub Imagem: Reprodução/Facebook
Carla Araújo

Jornalista formada em 2003 pela FIAM, com pós-graduação na Fundação Cásper Líbero e MBA em finanças, começou a carreira repórter de agronegócio e colaborou com revistas segmentadas. Na Agência Estado/Broadcast foi repórter de tempo real por dez anos em São Paulo e também em Brasília, desde 2015. Foi pelo grupo Estado que cobriu o impeachment da presidente Dilma Rousseff. No Valor Econômico, acompanhou como setorista do Palácio do Planalto o fim do governo Michel Temer e a chegada de Jair Bolsonaro à Presidência.

do UOL

Do UOL, em Brasília

01/07/2020 18h12

Enquanto o presidente Jair Bolsonaro busca um nome para substituir Abraham Weintraub no Ministério da Educação, depois da passagem relâmpago de Carlos Decotelli, o ex-ministro da Educação segue nos Estados Unidos. Ainda há incógnitas em relação a como ele deixou o Brasil e também sobre o que faz o ex-ministro enquanto aguarda sua eleição para o Banco Mundial.

À coluna, a assessoria de imprensa do Banco Mundial informou que processo de eleição será fechado em 30 de julho e os resultados serão divulgados em 31 de julho. "Indicações ou eleições para qualquer cargo de Diretor Executivo não são conduzidas nem controladas pelo Grupo Banco Mundial", destacou.

"Se eleito pelo seu constituency, ele cumprirá o restante do atual mandato que termina em 31 de outubro de 2020, quando será necessária uma nova nomeação e nova eleição", relembra o banco.

A instituição salienta ainda que o papel do Banco se limita a administrar a eleição e que diretores Executivos "não são funcionários do Banco Mundial, mas representantes dos nossos 189 acionistas."

No Palácio do Planalto, a ordem é "esquecer o problema Weintraub". Nos próximos dias, aliás, é esperado que o irmão do ex-ministro, Arthur Weintraub, que é assessor especial do presidente, também deixe o governo.

O Ministério da Economia, que chancelou a ida do ex-ministro aos EUA com a indicação, ainda não respondeu se mantém contato com Weintraub.

O Banco Mundial confirmou ainda que recebeu uma comunicação oficial das autoridades brasileiras com a indicação de Weintraub para Diretor Executivo representando o Brasil e demais países do seu grupo (constituency) no Conselho de Diretores Executivos do Grupo Banco Mundial.

Os outros países do grupo do Brasil são: Colômbia, República Dominicana, Equador, Haiti, Panamá, Filipinas, Suriname e Trinidad e Tobago.

Saída relâmpago

Weintraub deixou o governo no dia 18 de junho. O anúncio foi feito em vídeo ao lado do presidente Jair Bolsonaro.

Poucos dias depois, dia 22, o ministro desembarcou nos Estados Unidos, em condições ainda não esclarecidas já que o país norte-americano está com restrições de entrada de brasileiros por conta do coronavírus. Ele fez uma postagem agradecendo aos que o ajudaram a "chegar em segurança".

Mesmo de saída, Weintraub trouxe mais desgaste ao governo, já que o presidente teve que retificar o Diário Oficial da União para afastar a possibilidade de ter mantido ele no cargo apenas para Weintraub conseguisse entrar nos EUA.

Desde que chegou em território norte-americano, Weintraub tem usado algumas redes sociais para fazer comentários a respeito do governo.

Ele chegou a parabenizar a escolha de Decotelli. "Tive o prazer de trabalhar com Deciotelli. Desejo muita sorte e sucesso ao novo ministro e ao Presidente Jair Bolsonaro".

Ontem, sem comentar diretamente a aprovação do texto base do projeto de fake News, o ex-ministro escreveu "perdeu, mas não vamos desistir". "A luta contra a escravidão socialista será longa. A eleição do PR Jair Bolsonaro foi só o começo. Os inimigos são ricos e poderosos, porém, finalmente enxergamos a estrutura do mal", escreveu.

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