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Para Lula, proximidade entre FBI e Lava Jato tinha Petrobras como objetivo

Lula disse que a suposta proximidade entre o FBI e a Lava Jato tinha como objetivo a Petrobras e o pré-sal brasileiro -                                 Foto: RICARDO STUCKERT/ Divulgação
Lula disse que a suposta proximidade entre o FBI e a Lava Jato tinha como objetivo a Petrobras e o pré-sal brasileiro Imagem: Foto: RICARDO STUCKERT/ Divulgação
do UOL

Do UOL, em São Paulo

01/07/2020 22h48

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, na noite de hoje, que a suposta proximidade entre o FBI e a Lava Jato tinha como objetivo a Petrobras e o pré-sal brasileiro. Lula disse ainda que "um dia, a história vai ser contada em toda sua verdade".

Segundo reportagem feita pela Agência Pública em parceria com The Intercept Brasil, a agente americana Leslie R. Backschies foi designada pelo FBI para ajudar nas investigações da Lava Jato, em 2014.

Nas redes sociais, o ex-presidente brasileiro —condenado a 17 anos de prisão, sentença mantida por unanimidade pela 8ª Turma do tribunal que revista os processos da Operação Lava Jato repercutiu a reportagem e sugeriu que o objetivo seria acabar com empresas brasileiras que estavam ganhando licitações das americanas no Oriente Médio.

"O objetivo era a Petrobras. Era o Pré-Sal. E as empresas brasileiras que estavam ganhando licitações das empresas dos EUA no Oriente Médio. Um dia essa história vai ser contada em toda sua verdade", pontuou o petista.

Segundo a reportagem, Leslie se tornou especialista na legislação FCPA (Foreign Corrupt Practices Act), uma lei americana que permite que o Departamento de Justiça (DOJ) investigue e puna nos Estados Unidos atos de corrupção praticados por empresas estrangeiras, mesmo que não tenham acontecido em solo americano.

Ainda de acordo com a publicação, foi com base nessa lei que o governo americano investigou e puniu empresas brasileiras alvos da Lava Jato, dentre elas a Petrobras e a Odebrecht.

Em nota enviada à Agência Pública, a força-tarefa da Lava Jato reiterou que "além dos pedidos formais por meio dos canais oficiais, é altamente recomendável que as autoridades mantenham contatos diretos. A cooperação inclui, antes da transmissão de um pedido de cooperação, manter contatos, fazer reuniões, virtuais ou presenciais, discutir estratégias, com o objetivo de intercâmbio de conhecimento sobre as informações a serem pedidas e recebidas."

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