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Defesa de Moro diz que vídeo comprova declarações do ex-ministro

Presidente Jair Bolsonaro e ministro Sergio Moro lado a lado, em solenidade no Palácio do Planalto, em outubro de 2019 - Mateus Bonomi/AGIF
Presidente Jair Bolsonaro e ministro Sergio Moro lado a lado, em solenidade no Palácio do Planalto, em outubro de 2019 Imagem: Mateus Bonomi/AGIF
do UOL

Constança Rezende

Do UOL, em Brasília

12/05/2020 15h08

A defesa do ex-ministro da Justiça, Sergio Moro, disse que o vídeo da reunião ministerial que envolveu a sua demissão comprova todas as suas declarações à Polícia Federal.

"O material confirma integralmente as declarações do ex-ministro Sergio Moro na entrevista coletiva de 24 de abril e no depoimento prestado à PF em 2 de maio", afirmou o advogado do ex-juiz, Rodrigo Sánchez Rios.

O advogado também defendeu que a íntegra do vídeo "venha à tona" devido à "extrema relevância e interesse público" da gravação.

"Ela não possui menção a nenhum tema sensível à segurança nacional", justificou.

No dia 24 de abril, o então ministro da Justiça, Sergio Moro, anunciou que estava se demitindo do cargo. Na coletiva de imprensa em que anunciou sua decisão, Moro acusou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de tentar interferir no comando da Polícia Federal.

Segundo Moro, provas da suposta interferência do presidente teriam sido registradas na reunião ministerial do dia 22 de abril.

Foi então que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Celso de Mello, exigiu a gravação da reunião na íntegra para investigar as denúncias feitas por Moro.

Hoje, o ex-ministro acompanhou a exibição da reunião na íntegra, no Instituto de Criminalística da Polícia Federal, em Brasília.

Ainda na tarde de hoje, outros três ministros, o chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, o ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto, e o ministro da Secretaria de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, serão interrogados sobre o caso.

Outro lado

A Advocacia-Geral da União (AGU), que defende o presidente Jair Bolsonaro, afirmou que só vai se manifestar sobre o vídeo nos autos do processo.

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