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6 hábitos que prejudicam quem vai prestar concurso; veja como evitá-los

do UOL

Claudia Varella

Colaboração para o UOL, em São Paulo

18/10/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Deixar de ler o edital é erro grave, pois ele é uma espécie de lei do concurso público
  • Começar a estudar só após publicação do edital é ruim; tempo razoável de preparação é de 2 a 3 anos
  • Não saber de onde vem o material didático e estudar somente matérias preferidas também são erros
  • Levantamento de hábitos prejudiciais foi feito por empresa especializada em concursos públicos

Você é daqueles que se inscrevem em concurso sem ler com atenção o edital? E só começa a estudar depois de fazer a inscrição? E quando estuda, prioriza as suas matérias preferidas? É bem provável que esses hábitos prejudiquem seu desempenho.

De acordo com Evandro Guedes, CEO do AlfaCon, empresa especializada na preparação para concursos públicos, há seis hábitos que prejudicam a preparação e o desempenho de qualquer concurseiro.

1) Não ler o edital do exame

Por incrível que pareça, há candidato que se inscreve para um concurso sem ao menos ler os editais. Isso é um erro grave, pois o edital é uma espécie de lei do concurso público.

Por exemplo, em carreiras policiais, há testes de aptidão física. Muitos desconhecem isso. O candidato estuda a parte teórica, vai bem na prova, mas acaba sendo desclassificado nos exercícios, porque não leu o edital e não descobriu que deveria estar preparado para nadar, saltar e correr ou ter altura mínima solicitada —em concursos da Polícia Militar, por exemplo, é exigida altura mínima de 1,66m.

2) Tentar concursos de áreas totalmente diferentes

Conhecer a área que pretende concorrer é fundamental para que a preparação do concurseiro esteja adequada. É comum, segundo Guedes, o candidato estudar para duas áreas ao mesmo tempo, mas não faz boas provas porque são muitas especificidades em cada concurso.

Na administração pública, há cinco áreas (policiais, militares, fiscais, administrativas e tribunais), e cada uma tem uma banca diferente. Portanto, simulados, provas, matérias e planos de estudo são pensados de acordo com cada uma dessas carreiras.

3) Começar a estudar após a publicação do edital

Entre a produção do edital e a sua publicação, transcorre um período que varia entre 45 dias a 90 dias, geralmente. Não espere o edital ser publicado para começar a estudar. Comece antes.

O tempo de estudo pode mudar de acordo com vários fatores. O conhecimento que a pessoa já tem é um deles. Se o candidato tem conhecimento básico em português, já sai na frente. Também depende da área. Na magistratura, por exemplo, é uma média de cinco anos de estudos. Um tempo razoável de estudos é de dois a três anos, para o candidato estar em situação competitiva.

4) Estudar sem cronograma

O tripé de estudo mais eficiente para a preparação de um concurso é "ensino regular, exercícios e simulados". No ensino regular, você aprende o conteúdo e faz exercícios para fixar o aprendizado. Já os simulados servem para você administrar seu tempo de prova, entender o perfil de cobrança da banca examinadora e identificar temas com maiores dificuldades.

Portanto, estudar sem um cronograma que siga esse tripé fará o candidato ter mais dificuldade para se preparar para o concurso.

5) Não saber de onde vem o material didático

É comum encontrar materiais didáticos para concursos na internet por preços muito abaixo da média. Segundo o AlfaCon, há grande chance de esse material estar vagando pela internet por mais de cinco anos, o que os torna completamente desatualizados e fora da realidade das bancas e da legislação.

6) Estudar somente as matérias preferidas

Em geral, os concurseiros têm o hábito de estudar as suas matérias preferidas. É um erro. O ideal é você estudar mais os temas que sabe menos e estudar menos os assuntos com maior domínio. Mas não esqueça: é fundamental priorizar o estudo das matérias básicas que caem em qualquer carreira: português, matemática e raciocínio lógico.

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