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Bolsonaro diz no Twitter que efeito do "desgoverno" do PT ainda é sentido

Presidente Jair Bolsonaro (PSL) (Reprodução/EBC)
Imagem: Presidente Jair Bolsonaro (PSL) (Reprodução/EBC)

Em Brasília

20/07/2019 16h02

O presidente Jair Bolsonaro usou a sua conta Twitter na tarde de hoje para criticar o PT (Partido dos Trabalhadores). "Vou falar do PT sempre. Não adianta chorar. Não é porque perderam a eleição que seus crimes devem ser ignorados. Os efeitos devastadores do desgoverno da quadrilha ainda podem ser sentidos e é papel de todo aquele que ama o Brasil lembrar quem foram os culpados", escreveu o presidente.

O PT governou o país por 13 anos, de 2003 a 2016. A presidente Dilma Rousseff (PT) foi afastada em maio de 2016 durante o processo de impeachment que alçou o vice Michel Temer (MDB) ao poder.

Ao sair do Palácio da Alvorada agora à tarde, Bolsonaro disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou ao exterior uma imagem muito ruim do Brasil com relação à fome. Ontem, o pesselista afirmara que é uma "grande mentira" que existam pessoas passando fome no Brasil. "Falar que se passa fome no Brasil é uma grande mentira. Passa-se mal, não come bem. Aí eu concordo. Agora, passar fome, não", disse. Mais tarde, recuou e afirmou que "alguns passam fome".

No Twitter, o presidente também fez críticas à imprensa hoje. "Não adianta a imprensa me pintar como seu inimigo. Nenhum presidente recebeu tanto jornalista no Planalto quanto eu, mesmo que só tenham usado dessa boa vontade para distorcer minhas palavras, mudar e agir de má fé ao invés de reproduzir a realidade dos fatos", diz um dos posts do presidente.

Em seguida, Bolsonaro completa: "Sempre defendi liberdade de imprensa, mesmo consciente do papel político-ideológico atual de sua maior parte, contrário aos interesses dos brasileiros, que contamina a informação e gera desinformação. No fundo, morrem de saudades do PT."

Ontem, durante café da manhã com correspondentes estrangeiros, o presidente Jair Bolsonaro fez críticas a governadores do Nordeste, em especial ao governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB). "Daqueles governadores de Paraíba, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada para esse cara", disse o presidente em conversa com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni. O áudio foi captado pela TV Brasil, canal oficial do governo, que transmitiu o café da manhã na íntegra.

As declarações do presidente têm gerado reações até mesmo de militares. O general da reserva, Luiz Rocha Paiva, integrante da Comissão da Anistia, disse que o comentário é "antipatriótico" e "incoerente". O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), criticou o que chamou de "postura beligerante" e "sectária" de Bolsonaro. Em carta, os governadores do Nordeste também se manifestaram e disseram receber "com espanto e profunda indignação a declaração do presidente da República transmitindo orientações de retaliação a governos estaduais". Eles também afirmam aguardar esclarecimentos por parte da presidência da República. Ontem, o Palácio do Planalto e a Casa Civil não quiseram comentar a conversa, nem esclarecer o contexto do que foi tratado.

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