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Arma usada na morte de pastor é encontrada dentro de sua casa, segundo a polícia

Roberta Jansen

Rio de Janeiro

2019-06-19T14:54:00

19/06/2019 14h54

A arma usada no assassinato do pastor Anderson do Carmo de Souza, na madrugada de domingo, 16, foi encontrada dentro de sua casa pela polícia, confirmou a polícia - em mais um indício de que o crime pode ter sido cometido por alguém da família.

A deputada Flordelis dos Santos (PSD), viúva do pastor, esteve nesta quarta-feira na Delegacia de Homicídios de Niterói, onde o caso está sendo investigado. Em entrevista, ela afirmou que quer justiça pela morte do marido. "Seja quem for o culpado."

O crime ocorreu na madrugada de domingo, quando Souza e Flordelis voltavam de uma confraternização. Segundo a deputada contou à polícia, depois que chegaram em casa, o marido voltou à garagem porque teria esquecido algo dentro do carro. Nesse momento, a família ouviu o som dos disparos e desceu correndo. Souza chegou a ser levado ao Hospital Niterói D'Or, onde morreu. Nada foi roubado.

Laudo do Instituto Médico Legal revelou que o corpo do pastor apresentava mais de 30 perfurações; nove delas na região da virilha e da coxa. Oito disparos foram feitos contra o peito e um tiro a curta distância foi disparado na cabeça - o que, segundo a polícia, indica que o criminoso atirou apenas com a intenção de matar.

Dois dos 55 filhos do casal foram presos na segunda-feira e estão sendo investigados pelo crime. Flávio dos Santos Rodrigues, de 38 anos, filho biológico de Flordelis e enteado de Souza, foi preso durante o enterro do padrasto. Flávio tinha um mandado de prisão preventiva em aberto por violência doméstica. O outro filho do casal preso é Lucas, de 18 anos. Ele é um dos 51 filhos adotivos do casal e tinha uma ordem de prisão por envolvimento com o tráfico de drogas.

A principal linha de investigação da Polícia Civil considera que Flávio e Lucas agiram em conjunto para defender a mãe, após descobrir um caso extraconjugal de Souza. A arma usada no crime foi encontrada enrolada em um pano, em cima do armário do quarto usado por Flávio. Lucas teria sido o executor do crime. Outra hipótese, que foi levantada, mas perdeu força, é de uma briga familiar em razão de uma dívida.

O mandado de busca e apreensão na casa da deputada na terça-feira tinha como objetivo encontrar o celular do pastor, que segue desaparecido.

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